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Correio da Manhã

Portugal
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População contesta construção de aviário em Leiria

Moradores destacam o impacto criado com a obra que obriga à movimentação de mais de um milhão de metros cúbicos de terra.
Isabel Jordão 9 de Agosto de 2019 às 09:00
Providência cautelar não travou continuação da obra, num antigo eucaliptal, a 500 metros de Picheleiro
Providência cautelar não travou continuação da obra, num antigo eucaliptal, a 500 metros de Picheleiro FOTO: Ricardo Ponte
O Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria suspendeu a construção do mais recente aviário da Meigal Construções, empresa do Grupo Lusiaves, na Quinta do Picheleiro, Leiria, mas a obra continua a decorrer a bom ritmo, mesmo aos fins de semana.

A decisão judicial resulta de uma providência cautelar apresentada por um grupo de moradores, que contesta a localização e aponta razões ambientais. A empresa garante que "a qualidade de vida dos moradores" está assegurada e quer o aviário concluído no início de 2020.


A obra começou sem ter alvará, o que levou a Câmara de Leiria a instaurar "um processo de contraordenação". Entretanto, na sequência da providência cautelar admitida "liminarmente" pelo tribunal, foi "proferido despacho para se proceder ao embargo das obras que se encontram a ser executadas", disse ao CM fonte oficial do executivo municipal.

Os moradores destacam o impacto criado com a obra, localizada num antigo eucaliptal a 500 metros de Picheleiro, que obriga à movimentação de mais de um milhão de metros cúbicos de terra.

"Trata-se de uma zona sensível, que confronta com uma reserva ecológica, é cabeceira de uma linha de água e ainda pelo efeito cumulativo, porque fica perto dos aterros da Resilei e da Valorlis e de outro aviário da mesma empresa", disse ao CM José Manuel Gregório, residente em Picheleiro.

Ao CM, a empresa alega que a providência cautelar "contém um conjunto de erros e inverdades" e garante que a obra "está a ser acompanhada por mais de uma dezena de entidades públicas em matéria de ambiente, bem-estar, saúde pública e ordenamento, e será igualmente monitorizada ao longo da sua exploração".
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