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Correio da Manhã

Portugal
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Presidente de associação do São João: “A luta só vai terminar com a ala pediátrica”

Crianças com cancro transferidas para o edifício principal. Faltam as da Pediatria geral.
Paulo Jorge Duarte 1 de Junho de 2019 às 10:24
Serviço ficará no piso 1 do edifício principal do Hospital São João, no Porto
Quartos individuais estão todos equipados com casas de banho privativas
Serviço ficará no piso 1 do edifício principal do Hospital São João, no Porto
Quartos individuais estão todos equipados com casas de banho privativas
Serviço ficará no piso 1 do edifício principal do Hospital São João, no Porto
Quartos individuais estão todos equipados com casas de banho privativas
As oito crianças com cancro estão, desde esta sexta-feira, no edifício principal do Hospital S. João, no Porto.

Os 24 menores do serviço de Pediatria geral permanecerão em contentores até ao final de junho, passando depois para um prédio exterior ao principal. Os pais falam em boas notícias, mas não esquecem o essencial.

"É bom para as crianças que deixam de sofrer estes transportes miseráveis e deixam de correr riscos de vida, mas não podemos esquecer a construção da ala Pediátrica. Isto não acaba aqui", disse o porta-voz da Associação Pediátrica Oncológica do Hospital S. João, Jorge Pires.

"Nós tememos muito que esta administração do hospital e o Governo, findo este problema da Oncologia, tentem realojar as outras crianças e desistam de construir o edifício da ala Pediátrica", acrescentou.

"A luta só acaba quando a ala Pediátrica estiver totalmente construída. A partir deste mês de junho, não há nada que impeça o ajuste direto da obra", alertou ainda Jorge Pires.

Filomena Cardoso, enfermeira diretora e membro da administração do hospital, liderou a visita às instalações que agora recebem as crianças com cancro. "Este serviço é constituído por oito quartos individuais, todos eles com casa de banho privativa", explicou.

O serviço fica no piso 1 do hospital até serem concluídas as obras da nova ala, que têm início previsto para o corrente ano.

"Sabem como eu acompanho esse caso de muito perto, é uma situação que me parece uma causa justa e espero que venha a ter a evolução desejada, e rapidamente também", vincou esta sexta-feira o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
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