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Correio da Manhã

Portugal
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Rituais satânicos levam junta de freguesia a vigiar cemitério em Famalicão

Protestos originaram instalação de seis câmaras de videovigilância por 10 mil euros.
Liliana Rodrigues 16 de Fevereiro de 2020 às 09:54
Populares revoltados com furtos de bens como flores, velas, e até mesmo de vassouras e baldes, em Calendário
Estrela Veloso, autarca de Calendário
Populares revoltados com furtos de bens como flores, velas, e até mesmo de vassouras e baldes, em Calendário
Estrela Veloso, autarca de Calendário
Populares revoltados com furtos de bens como flores, velas, e até mesmo de vassouras e baldes, em Calendário
Estrela Veloso, autarca de Calendário
Há três anos que os furtos se vêm intensificando. Mas, recentemente, temos encontrado campas com quilos de sal, garrafas de champanhe e outras situações desse género que são um lixo e que não podemos tolerar", explica Estela Veloso, presidente da União de Freguesias de Calendário e Famalicão, para justificar a instalação de um sistema de videovigilância no cemitério de Calendário, onde podem estar a ocorrer rituais satânicos.

"As pessoas queixam-se e nós optámos por instalar as câmaras para poder perceber o que acontece em caso de anomalia", diz a autarca. O projeto vai custar dez mil euros à autarquia, fica a funcionar até final do mês e já é do conhecimentos das entidades legais. 


"Já me roubaram flores, arranjos e velas. Coisas de pouco valor, mas que revolta. A outras pessoas levaram crucifixos. Espero que esta medida ajude a travar as pessoas que não têm respeito pelos defuntos", sublinha Maria Barbosa, junto à campa de um familiar.

"Seis câmaras para cobrir o cemitério num processo legal"
O sistema inclui a colocação de seis câmaras de videovigilância "para cobrir o cemitério todo". A autarca sublinha que o "processo está todo legal, foi dado conhecimento à PSP e à Comissão da Proteção de Dados. As imagens só estarão acessíveis para eu ver, não tem outro fim", refere.

"Até vassouras e baldes roubam"
"O cemitério é muito cuidado e os familiares têm sempre as campas muito asseadas. É normal que fiquem revoltadas", explica a autarca de Calendário. "Até vassouras e baldes roubam, e por isso chegamos a disponibilizar esse material que também desaparecia", remata.
Famalicão Estela Veloso Calendário questões sociais política autoridades locais
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