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Correio da Manhã

Portugal
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Subida do nível do mar, cheias e secas ameaçam milhares

Dezoito municípios prometem tomar medidas políticas para minimizar os impactos em cada território.
Edgar Nascimento 7 de Dezembro de 2019 às 09:47
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A subida do nível do mar, secas, cheias e calor extremo são os principais efeitos das alterações climáticas que ameaçam os concelhos da Área Metropolitana de Lisboa.

Segundo o estudo para um Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas da Área Metropolitana de Lisboa (PMAAC-AML), esta sexta-feira apresentado (e cujas principais conclusões já tinham sido noticiadas pelo CM), há municípios com elevada vulnerabilidade à subida do nível das águas do mar, nomeadamente os estuarinos e, no caso costeiro, Mafra, Sintra, Sesimbra e Setúbal. Aliás, a orla costeira é a zona que mais preocupa.

"Em muitos municípios assistimos há muitos anos a uma redução crescente da dimensão das praias e isso vai-se agravar, mas o caso, em nosso entender, mais reconhecido genericamente pela globalidade dos estudos como mais preocupante é o caso de Almada", explicou Sérgio Barroso, coordenador do plano.

Segundo o especialista, há dados que apontam para uma subida das águas do mar até ao final deste século "que poderá ir até aos 90 centímetros". Mais de 3 mil pessoas estão atualmente expostas ao risco de inundações estuarinas ou costeiras, enquanto 72 mil estão expostas ao risco de chuvas rápidas e 18 mil expostas ao risco de instabilidade de vertentes. Já no caso das secas, serão sobretudo um problema crítico na lezíria (zona de Vila Franca de Xira), mas também no interior da península de Setúbal.

Após a apresentação do estudo, os 18 municípios que compõem a AML assinaram um documento no qual se comprometem a tomar medidas políticas, de acordo com as especificidades de cada concelho.
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