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Correio da Manhã

Portugal
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Executado a tiro durante assalto

Tinha ido a Luanda tratar do último documento que lhe dava nacionalidade portuguesa.
João C. Rodrigues e Tânia Pires 1 de Novembro de 2014 às 09:34
Wagner Alberto tinha dito aos amigos que não queria voltar a Luanda poucos dias antes de partir
Wagner Alberto tinha dito aos amigos que não queria voltar a Luanda poucos dias antes de partir FOTO: Direitos Reservados

Um homem de 31 anos com ligações a Portugal foi morto a tiro ontem de madrugada em Luanda. Wagner Alberto cresceu entre o Cacém e a Tapada das Mercês, na Linha de Sintra, e tinha regressado há poucos dias à terra dos pais para ir buscar o último documento para obter a nacionalidade portuguesa. Foi baleado por um grupo de ladrões que queriam roubar o carro que estava a conduzir. Atingido com vários tiros, não resistiu aos ferimentos e morreu na capital de Angola.

Segundo o CM apurou, Wagner Alberto que chegou a trabalhar na agência de modelos angolana Hadja Models e na distribuidora VASP, deixou Portugal no início desta semana e foi atacado à porta de uma escola quando ia buscar uma amiga. Amigos da vítima relataram ao Correio da Manhã que Wagner não queria voltar a Angola. Só o fez para visitar a mãe e tratar da documentação de que precisava.

O jovem estava ao volante de um automóvel emprestado por uma amiga, quando foi atacado pelo grupo de ladrões. Desconhece- -se se o gang levou a viatura.

No início desta semana, um português foi assassinado em Malanje. Jorge Graça, 66 anos, foi morto ao tentar cobrar uma dívida de 30 mil euros.

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