Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal

Adiada sentença de desfalque em escola

Uma antiga funcionária é acusada de um desfalque de 400 mil euros numa escola em Macedo de Cavaleiros.
22 de Abril de 2015 às 19:15
O Tribunal de Macedo de Cavaleiros adiou a decisão para dia 22 de maio
O Tribunal de Macedo de Cavaleiros adiou a decisão para dia 22 de maio FOTO: Correio da Manhã
O Tribunal de Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, adiou, esta quarta-feira, para 22 de maio a sentença do julgamento de uma antiga funcionária acusada de um desfalque de 400 mil euros na escola secundária local.

O caso, que envolve mais cinco arguidos, começou a ser julgado em dezembro, uma década depois dos factos e logo na primeira audiência a antiga tesoureira, agora reformada, confessou que, no período entre 2004 e 2006, subtraiu da conta da escola Secundária de Macedo de Cavaleiros em numerário, cheques e transferências bancárias num total superior a 400 mil euros, que distribuiu por ela e pelos restantes arguidos.

No banco dos réus estão a principal arguida, um filho, a nora, e mais três mulheres acusados dos crimes de peculato e branqueamento de capitais pela origem ilícita do dinheiro. A antiga funcionária pública, com 64 anos, é também acusada do crime de falsificação de documento.

De acordo com a acusação, a mulher processava salários para funcionários, nomeadamente docentes, que já não exerciam funções na escola, conseguindo que o Ministério da Educação abonasse quantias superiores às devidas, das quais se apoderava e simulava pagamentos não devidos a ela e aos demais arguidos.

Os acusados neste processo relativo a factos ocorridos há uma década têm idades entre os 42 e os 80 anos e entre eles encontra-se uma advogada de fora da região de Trás-os-Montes.

A principal arguida justificou a sua ação afirmando ao tribunal que as pessoas a quem dava depois o dinheiro, e que respondem neste processo, lhe vendiam "coisas" como "ouro, roupas, colchas" e que os montantes se destinavam ao pagamento desses bens.

Relativamente às verbas entregues ao filho e à nora, também arguidos, alegou que o que fez foi "para os ajudar" por estarem a passar dificuldades.
Ver comentários