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Correio da Manhã

Portugal
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Ao minuto Atualizado às 17:01 | 28/10

Advogados da PLMJ protegem Isabel e José Eduardo dos Santos no julgamento de Rui Pinto. Acompanhe ao minuto

Decorre esta quarta-feira a 18.ª sessão do julgamento do hacker de 32 anos, no âmbito do processo Football Leaks.
Pedro Zagacho Gonçalves(pedrogoncalves@cmjornal.pt) 28 de Outubro de 2020 às 15:10
Rui Pinto em tribunal
Rui Pinto em tribunal FOTO: REUTERS/Rafael Marchante
Decorre esta quarta-feira, no Campus de Justiça, em Lisboa, a 18.ª sessão do julgamento de Rui Pinto no âmbito do processo Football Leaks, no qual o hacker, de 32 anos, está acusado de 90 crimes, incluindo tentativa de extorsão, sabotagem informática, violação de correspondência, acesso ilegítimo e acesso indevido.

A sessão desta quarta-feira decorre apenas durante a tarde e tem início pelas 14h30. Continuam a ser ouvidos advogados e funcionários da sociedade PLMJ, um dos alegados alvos de Rui Pinto, uma vez que teriam em mãos casos como o E-Toupeira e também representavam a empresária Isabel dos Santos (outro alvo de Rui Pinto nas divulgações do Luanda Leaks), assim como empresas controladas pela angolana, como foi revelado na sessão anterior, esta terça-feira.
Ao minuto Atualizado a 28 de out de 2020 | 17:01
17:01 | 28/10

Termina a sessão. Ao logo da tarde foram também ouvidas quatro secretarias da PLMJ, Isabel Mascarenhas, Mónica Dias, Fátima Bulhosa e Ana Paula Bago. As três testemunhas afirmaram não fazer "a menor ideia" do que poderia haver de interesse nos documentos que tinham no computador e nas suas caixas de email, alegadamente acedidas por Rui Pinto. Relataram que tinham documentos profissionais, como marcação de reuniões, minutas, marcação de consultas médicas dos advogados, compromissos de agenda e requerimentos nas suas caixas de email da sociedade de advogados.
Isabel Mascarenhas relatou em tribunal que só na sessão do julgamento de hoje ficou a saber do alegado acesso de Rui Pinto à sua caixa de email e computador.
16:57 | 28/10

Seguidamente foi ouvido José Gonçalves, que foi advogado na PLMJ entre 2009 e dezembro de 2018. Relatou que saiu da sociedade de advogados na altura do alegado ataque de Rui Pinto, quando começaram a ser divulgados documentos.
Uma vez que trabalhava também na área de Direito Desportivo contou que se recorda de ver publicadas na Internet pastas que eram da sua autoria em processos do Tribunal Arbitral do Desporto, relacionados com Daniel Podence e Gelson Martins, jogadores do Sporting. Não se recorda onde viu as publicações.
Foi confrontado com um documento publicado no Mercado do Benfica, precisamente sobre o processo no TAD que envolvia Gelson Martins, sobre a rescisão de contrato do futebolista com o Sporting, após o ataque à Alvalade. "Pela letra e formatação, foi feito por mim", disse o advogado que na altura já estava com árbitro no TAD.
Tal como os advogados anteriormente disse não ver "interesse público" na divulgação dos documentos alegadamente roubados por Rui Pinto. "Não vejo que justificação... Aliás, não há nenhuma justificação para ter acesso a determinados documentos", disse a testemunha, sublinhando que, relativamente ao caso de Gelson Martins, ambas as partes tinham acordado a confidencialidade do processo.
16:02 | 28/10

"Não tenho nada com interesse para o público no meu computador", afirmou Diogo de Campos. Em seguida a defesa de Rui Pinto fez a pergunta que se esperava: "O documento que viu publicado... era um email com o projeto de um decreto presidencial para ser assinado por José Eduardo dos Santos?".
"Não vou responder...", disse a testemunha.
Luísa Teixeira da Mota insistiu e perguntou se o advogado tinha documentos no computador ou email sobre o universo Luanda Leaks. "Não sei... Não posso responder. Sabe tao bem quanto eu que não posso identificar clientes", respondeu Diogo de Campos, quando questionado também sobe a sociedade Supreme Treasure, do gestor de Isabel dos Santos.
15:51 | 28/10
Foi ouvido depois Diogo de Campos, também advogado na PLMJ que relatou que no email e computador da empresa, alegadamente acedidos por Rui Pinto, tinha "tudo". "Fotos dos meus filhos, extratos bancários, férias, emails com a minha mulher, documentos médicos. A minha vida toda", explicou, comparando os alegados acessos a quando lhe assaltaram a casa.

Questionado pela procuradora, sobre se tinha visto documentos pessoais e profissionais divulgados na Internet, respondeu: "Pessoais não, profissionais não quero falar". Negou ter documentação relacionada com futebol e revelou que lhe foi dito, na altura do ataque à PLMJ, que Rui Pinto "tinha estado 70 horas" no seu computador.
15:37 | 28/10
Em tribunal, confirmou que a caixa de email encontrada copiada num dos discos de Rui Pinto e verificou que estava lá correspondência sua desde 2014 até 2018, num total de 1046 emails guardados. Na pasta de documentos que lhe foi mostrada, identificou transferências bancárias das quais era o ordenante e uma apólice de seguro de saúde.

Esclareceu que sempre teve cuidado com a segurança informática e que mudava a password de acesso ao computador e email todos os meses. Questionado pela procuradora, negou que o alegado acesso de Rui Pinto lhe tivesse causado dano. "Não. Causou algum incómodo, dano pessoal ou profissional não".
15:24 | 28/10
Foi ouvido Miguel Reis advogado na PLMJ desde 2024, via Skype e WhatsApp. Para mostrar os documentos necessários à testemunha, foi necessário algum tempo e várias tentativas para, de forma segura, a procuradora Marta Viegas exibir a caixa de correio e uma pasta de documentos, que pertenciam ao advogado da PLMJ e que foram encontrados num dos discos apreendidos a Rui Pinto (RP9).
O advogado pertence ao Conselho de Administração da PLMJ desde 2018 e relatou usar o email e computador da empresa para efeitos profissionais, apenas ocasionalmente consultando o email pessoal. Disse que eliminava a maioria dos documentos e mensagens e tinha tudo arquivado. Não guardava documentos no computador porque usava o "sistema de gestão documental" próprio da PLMJ.
12:30 | 28/10
Pedro Zagacho Gonçalves
A 18.ª sessão do julgamento de Rui Pinto, no âmbito do processo Football Leaks (no qual Aníbal Pinto é o outro arguido), inicia-se pelas 14h30.

Está previsto serem ouvidos os advogados da PLMJ Miguel Reis, Sandra Lopes, Diogo de Campos, José Gonçalves e as secretárias Isabel Mascarenhas (era secretária de José Miguel Júdice, que na anterior sessão chamou "ladrão" a Rui Pinto), Mónica Dias, Fátima Bulhosa e Ana Paula Bago.
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