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Correio da Manhã

Portugal
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Ao minuto Atualizado às 11:45 | 23/06

Retomado debate instrutório da Operação Marquês após três meses de pausa

Carlos Santos Silva, amigo do ex-primeiro-ministro José Sócrates, é o principal arguido no processo.
22 de Junho de 2020 às 12:53
Carlos Santos Silva  é um dos 28 arguidos da Operação Marquês. Para o Ministério Público, o empresário era um dos testas de ferro de José Sócrates
Carlos Santos Silva é um dos 28 arguidos da Operação Marquês. Para o Ministério Público, o empresário era um dos testas de ferro de José Sócrates FOTO: Sérgio Lemos

As alegações da defesa no debate instrutório da Operação Marquês são esta segunda-feira retomadas em tribunal com a apresentação dos argumentos de Carlos Santos Silva, amigo do ex-primeiro-ministro José Sócrates, que é o principal arguido no processo.

Após a interrupção desta fase processual em 12 de março, devido à pandemia de covid-19, o juiz de instrução Ivo Rosa marcou para hoje, quarta-feira e sexta-feira mais três sessões.

A sessão começa com as alegações da advogada Paula Lourenço, defensora do empresário Carlos Santos Silva.

Carlos Santos Silva está acusado de corrupção passiva e ativa, branqueamento de capitais, falsificação de documento, fraude fiscal e fraude fiscal qualificada.

Ao minuto Atualizado a 23 de jun de 2020 | 11:45
17:21 | 22/06
Termina assim a sessão do Debate Instrutório da Operação Marquês.
17:06 | 22/06
Débora Carvalho
Após um breve intervalo, a ssessão é retomada com a defesa de Diogo Gaspar Ferreira, do Resort Vale do Lobo.

"Diogo Gaspar Ferreira não conhecia nem Sócrates nem Carlos Santos Silva. Como se pode sustentar a co-autoria de pessoas que não se conheciam, nunca se viram, nem por intermédio de terceira pessoa? Não é possível haver crime tal como ele foi narrado pelo Ministério Público. Não pode ser pronunciado por corrupção e fraude fiscal qualificada", atira o advogado Saragoça da Matta.
16:34 | 22/06
Débora Carvalho
Carlos Santos Silva entende que tem de existir despacho de não pronúncia. "A Prova do Ministério Público é manifestamente ilegal". As alegações de Paula Lourenço terminam.
16:14 | 22/06
Débora Carvalho
Continuam as alegações da defesa de Carlos Santos Silva: "Não queremos que a prova que chega ao julgamento seja uma prova suja ou contaminada. O Processo começou com um processo administrativo onde se fazia investigação criminal a pessoa concretas. Ou seja, prova proibida. Foi essa que serviu de base ao despacho do juiz Carlos Alexandre para colocar sob escuta Carlos Santos Silva e José Sócrates. Não pode permanecer como prova válida nos autos".

"Carlos Santos Silva também foi convidado a fazer um acordo manhoso com o Ministério Público em 2015. O MP não tinha nenhuma narrativa sobre movimentos financeiros", continua.
15:49 | 22/06
Débora Carvalho
A advogada de Carlos Santos Silva critica o inspetor tributário Paulo Silva, que disse que determinada informação bancária estava no processo Monte Branco. "Paulo Silva mentiu. Ele não tem poderes supersónicos", afirmou.
15:02 | 22/06
Débora Carvalho
"Rosário Teixeira diz depois que discrepância é de 20 milhões, e depois 30 milhões", afirma a advogada de Santos Silva. 

"Havia uma vontade enorme de abrir um processo novo. Os intervenientes estavam no processo Monte Branco; não interessava dizer que o processo [Marquês] saía do processo Monte Branco. Por isso, é preciso não haver processos 'alguidar' como o caso Monte Branco de onde saem muitas chouriças (...) Os elementos das contas de Carlos Santos Silva eram vigiadas desde 2005 e controladas", acrescenta.
14:54 | 22/06
Débora Carvalho
"Pediu-se [Ministério Público] a investigação do património de Carlos Santos Silva entre 2004 e 2012. O inspetor Paulo Silva elabora relatório e relata uma diferença de 600 mil euros e sugere que deve ser analisado noutra sede", diz Paula Lourenço. "O relatório foi feito em dois dias úteis", acrescenta. 
14:36 | 22/06
Débora Carvalho
As alegações são marcadas pelo uso de máscara por todos os que estão presentes na sala de audiência. Apenas o juiz Ivo Rosa está sem máscara.
14:27 | 22/06
Débora Carvalho
Advogada de Carlos Santos Silva, Paula Lourenço, critica o processo administrativo que foi aberto no DCIAP em abril de 2013 e que visava o seu cliente.
14:14 | 22/06
Tânia Laranjo
Recomeça o debate instrutório da Operação Marquês.

Ivo Rosa realça que a paragem não afeta a decisão final. Dá a palavra a Paula Lourenço, advogada de Carlos Santos Silva.
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