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Correio da Manhã

Portugal
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Homem atraído para sexo sequestrado e agredido em Cascais

Um homem e duas mulheres foram detidos. Suspeitos simularam execução com arma de fogo e imolação da vítima.
Correio da Manhã 3 de Setembro de 2020 às 11:29
Detenção foi feita pela Polícia Judiciária de Lisboa e Vale do Tejo
Detenção foi feita pela Polícia Judiciária de Lisboa e Vale do Tejo FOTO: Diogo Pinto

Um homem de 26 anos, e duas mulheres de 27 e 19, foram detidos pela Polícia Judiciária por simularem a execução com uma arma de fogo e com imolação de um jovem de 26 anos atraído a casa de uma das detidas para relações sexuais.

A investigação apurou que os três detidos, em conjunto com um quarto coautor ainda por identificar, acordaram em julho um plano para se apropriarem dos bens de um homem de 26 anos.

As duas mulheres detidas atraíram primeiro a vítima à habitação de uma delas, supostamente para relações de natureza íntima. 

Após entrar na residência, a vítima foi manietada de imediato pelos dois homens, sujeitando-o a agressões muito violentas - simulação de execução com arma de fogo e imolação -, tendo ela permanecido amarrada e amordaçada durante 15 horas.

Toda a situação foi filmada pelos agressores, os quais aspergiram, também, o ofendido com álcool, simulando a sua imolação.

Enquanto permaneceu sequestrada, foi roubada à vítima vários bens pessoais, como um relógio, e vários milhares de euros depois de ter sido obrigada a dar o código de acesso do seu cartão bancário de débito.

Nas diligências realizadas, a Polícia Judiciária apreendeu uma pistola de calibre de guerra, devidamente municiada, bem como outros objetos relacionados com os factos.

Os agora detidos pelos fortes indícios da prática de crimes de roubo agravado, sequestro, associação criminosa, burla informática e nas telecomunicações, e detenção de arma proibida, serão presentes esta quinta-feira à autoridade judiciária para realização de interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação, tidas por adequadas.

A Polícia Judiciária irá prosseguir a investigação, visando apurar a eventual participação dos agoora detidos em outros crimes idênticos, bem como a identificação do restante coautor.

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