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Correio da Manhã

Portugal
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Jovem que assassinou a colega Beatriz Lebre morre na cadeia

Rúben Couto foi encontrado morto na cela às 23h00.
Miguel Curado e Tânia Laranjo 6 de Julho de 2020 às 00:49
Rúben Couto
Rúben Couto
Rúben Couto ficou em prisão preventiva
Rúben Couto
Beatriz Lebre
Beatriz Lebre, jovem estudante morta por colega em Lisboa
Beatriz Lebre
Rúben Couto
Rúben Couto
Rúben Couto ficou em prisão preventiva
Rúben Couto
Beatriz Lebre
Beatriz Lebre, jovem estudante morta por colega em Lisboa
Beatriz Lebre
Rúben Couto
Rúben Couto
Rúben Couto ficou em prisão preventiva
Rúben Couto
Beatriz Lebre
Beatriz Lebre, jovem estudante morta por colega em Lisboa
Beatriz Lebre
Rúben Couto, que espancou até à morte a colega de mestrado em Psicologia Beatriz Lebre, com quem terá mantido uma relação amorosa, foi encontrado morto este domingo à noite no Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL). Segundo apurou o CM, o corpo do homicida, de 25 anos, foi detetado às 23h00. Estava a ser vigiado de hora a hora, pelo que o óbito aconteceu entre as 22h00 e as 23h00.

De acordo com pormenores divulgados por Carlos Anjos, na CMTV, Rúben Couto usou as ligaduras da anterior tentativa de suicídio para se enforcar na cela. 

Rúben Couto estava na Ala D do EPL há cerca de dez dias, depois de ter saído do confinamento, devido à pandemia de Covid-19. Às 23h40, uma equipa do INEM chegou ao local para recolher o corpo.

Rúben Couto foi detido no dia 27 de maio e confessou que assassinou Beatriz Lebre, de 23 anos, natural de Elvas, por quem tinha uma obsessão. Depois de a ter matado, atirou o corpo ao Tejo, Lisboa, que viria a ser recuperado pelas autoridades dois dias depois da detenção.

O advogado da família, Miguel Matias, confirmou ao CM que esta já foi informada da morte de Rúben no EPL. O jovem tinha tentado o suicídio antes: cortou os pulsos na primeira noite em que ficou detido e foi hospitalizado.

Jovem homicida esteve cinco horas com o corpo de Beatriz Lebre
Rúben Couto esteve cinco horas com o corpo de Beatriz Lebre na casa da jovem, em Marvila, Lisboa. Limpou o apartamento e arrumou-o. Carregou o cadáver pelas três da manhã, já de dia 23, e chegou a casa às cinco.

Nas mais de sete horas entre o homicídio da colega de mestrado, de 23 anos, e o regresso a Almada, Rúben nunca se arrependeu. E foi só depois de ser detido, pelas sete da manhã de quarta-feira, dia 27, que confessou. Disse que o fez por ciúmes e indicou à Polícia Judiciária o local onde se desfez do corpo da jovem. E onde deitou fora a arma que usou para vergastar Beatriz.

Beatriz Lebre, a jovem de 23 anos que morreu às mãos do colega de mestrado
Beatriz Lebre tinha 23 anos e era licenciada em Psicologia pelo ISCTE-IUL, foi assassinada por um colega que alegadamente pretendia manter uma relação com ela.

A jovem de 23 anos era uma apaixonada por música. O cinema e o teatro faziam parte do seu dia a dia mas o grande sonho desta jovem era voltar ao conservatório para se tornar pianista.

Trabalhava na Disney Store do Colombo desde setembro de 2019 e vivia em Chelas. O percurso escolar começou na Academia Música de Elvas em 2007, onde se manteve até 2015, tendo depois frequentado a escola secundária D. Sancho II onde concluiu um curso científico-humanistico.

Ingressou na Universidade de Évora numa licenciatura de Música-Piano, onde permaneceu entre 2015 e 2016. Estudou depois Psicologia entre 2016 e 2019, tendo concluído essa licenciatura no ISCTE.

Em 2019, entrou no Mestrado de Psicologia Social e das Organizações no ISCTE, em Lisboa. Terá sido assassinada na última sexta-feira e o corpo atirado ao Tejo, estando as autoridades a tentar localiza-lo.
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