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Correio da Manhã

Portugal
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Dona de casa de prostituição notificada pela PGR para prestar declarações sobre juiz que acusa de receber sexo oral

Denúncia foi realizada num debate sobre a legalização da prostituição.
Correio da Manhã 6 de Julho de 2020 às 17:08
Ana Loureiro recusa ser delatora
Ana Loureiro
Ana Loureiro
Ana Loureiro
Ana Loureiro recusa ser delatora
Ana Loureiro
Ana Loureiro
Ana Loureiro
Ana Loureiro recusa ser delatora
Ana Loureiro
Ana Loureiro
Ana Loureiro
Ana Loureiro, dona de uma casa de prostituição no Campo Grande, em Lisboa, foi notificada pela Procuradoria-Geral da República para prestar declarações, após ter recusado identificar o juiz que acusou no Parlamento de receber sexo oral durante videoconferências com menores.

A denúncia foi realizada num debate sobre a legalização da prostituição, em que Ana Loureiro foi ouvida como subscritora de uma petição com mais de quatro mil assinaturas, defendendo que a prostituição seja "uma profissão com descontos e regalias sociais como qualquer outro trabalho".

"Há um juiz em Portugal, que é o único juiz que faz videoconferência com menores em Portugal, e que mete o telemóvel assim [gesto com as mãos para explicar que o telefone fica na horizontal]... Para sexo oral. Assim que a criança começa a falar ele pede para [a prostituta] lhe fazer sexo oral até ao fim do julgamento. Eu pergunto a todos os deputados: o que é que vai na cabeça deste juiz? E nós? Podemos denunciar? Não, não podemos.”
Estas foram as declarações, na Assembleia da República e em direto no Canal Parlamento, de Ana Loureiro que levou o vice-presidente da Assembleia da República a enviar um ofício ao Ministério Público para se averiguar se há algum crime em causa. 
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