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Correio da Manhã

Portugal

Alerta de saúde em pacotes de batata frita

Os pacotes de batatas fritas e ‘chips’, consumidos no mercado norte-americano, brevemente poderão conter avisos de perigo de cancro – à semelhança das inscrições nos maços de tabaco. A guerra à substância química cancerígena em alimentos cozinhados a altas temperaturas, a ‘acrylamide’, foi aberta pelo procurador-geral da Califórnia.
1 de Setembro de 2005 às 00:00
“Ao tomar esta atitude, não quero com isto apelar às pessoas para deixarem de comer batatas fritas e ‘chips’ de pacote”, disse o procurador Bill Lockyer. O jurista defende as inscrições nas embalagens como forma de informação e prevenção para os riscos potenciais da sua ingestão.
A medida de proibição prevista neste Estado norte-americano tem por base um estudo da Havard Medical School, em Londres, que conclui que um quinto as pessoas que comem uma porção semanal deste tipo de produtos alimentares de ‘fast-food’, aumentam em 27 por cento o risco de cancro do peito em adultos.
A acção do procurador-geral poderá atingir empresas como a McDonald’s, Burger King, Cape Cod Potato Chips, Frito-Lay, H.J. Heinz e Procter & Gamble – a maioria opera no mercado português. A substância química pode ser considerada nociva e estar incluída, desde 1990, numa listagem de produtos alimentares fritos e de confecção rápida, perigosos. Apesar dos avisos, muitas empresas do ramo continuam a comercializar os seus produtos sem controlo.
Em 2002, cientistas encontraram nas batatas fritas e outros alimentos fritos a altas temperatura e em óleos saturados altos níveis de ‘acrylamide’. No entanto, outros investigadores questionaram os efeitos nocivos que poderiam causar na saúde dos consumidores.
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