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Correio da Manhã

Portugal
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Antiga tesoureira condenada a prisão efetiva por desfalque

Tribunal não encontrou nenhuma razão para atenuação especial da pena à principal arguida de 65 anos.
29 de Janeiro de 2016 às 20:34
Tribunal de Macedo de Cavaleiros condenou a cinco anos e oito meses de prisão efetiva uma antiga tesoureira da escola secundária local
Tribunal de Macedo de Cavaleiros condenou a cinco anos e oito meses de prisão efetiva uma antiga tesoureira da escola secundária local FOTO: Direitos Reservados

O Tribunal de Macedo de Cavaleiros condenou esta sexta-feira a cinco anos e oito meses de prisão efetiva uma antiga tesoureira da escola secundária local por um desfalque superior a 400 mil euros.

Depois de vários adiamentos da sentença do julgamento que se prolonga há mais de um ano, o Tribunal não encontrou nenhuma razão para atenuação especial da pena à principal arguida de 65 anos e ficou "muito impressionado pela persistência" dos crimes, que se prolongaram por três anos, entre 2004 e 2006, "pelo número avassalador de movimentos, por uma confissão e pelo especial grau de violação de deveres profissionais".

O juiz que resumiu a sentença sublinhou ainda o facto de a arguida, agora reformada, não ter reposto "um tostão" do dinheiro que desviou das contas da escola enquanto foi tesoureira e, apesar da idade da mesma, entendeu condená-la a prisão efetiva próxima dos limites mínimos.

Pelos crimes de que estava acusada - peculato, branqueamento de capitais e falsificação - a arguida incorria numa pena única até oito anos de prisão. Em julgamento estavam mais cinco arguidos, entre eles um filho, uma antiga nora e mais três mulheres. Todos foram condenados pelo crime de branqueamento a penas entre dois anos e três anos de prisão suspensas por iguais períodos.

O tribunal deu como provada a acusação de que a arguida desviou pelo menos, ao longo de três anos, dinheiro das contas da escola, nomeadamente de remunerações de funcionários que inflacionaria. O advogado da principal arguida, Abrantes Pereira, anunciou que irá recorrer da sentença e tentar resumir a condenação ao crime de peculato.

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