O Ministério Público (MP) imputou centena e meia de crimes a 29 arguidos (21 singulares e oito coletivos), incluindo o antigo presidente da TPNP Melchior Moreira, mas 19 dos acusados requereram a instrução do processo na expectativa, agora gorada, de que a juíza de instrução Lígia Trovão os despronunciasse - ou seja, que determinasse o seu não julgamento.
As defesas queixaram-se, nomeadamente, de alegadas nulidades de que enfermaria a acusação, por insuficiente fundamentação, e a procuradora Carola Fardilha contrapôs, no debate instrutório de 26 de outubro, que os factos da acusação estão "suficientemente descritos e enquadrados temporalmente".