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Correio da Manhã

Portugal
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ASAE apanha garrafas de vinho ‘Barca Velha’ falsificadas

Garrafas de vinho corrente podiam chegar aos 4500 euros.
João Carlos Rodrigues 14 de Julho de 2019 às 10:28
ASAE apreendeu oito garrafas que estavam a ser vendidas em leilões
ASAE apreendeu oito garrafas que estavam a ser vendidas em leilões FOTO: IstockPhoto
Uma investigação da ASAE levou à apreensão de oito garrafas de vinho com o rótulo ‘Barca Velha’, mas que não passavam de vinho corrente vendido a milhares de euros – cada uma poderia chegar aos 4500 euros.

As apreensões ocorreram no decurso de dois processos-crime e levou à identificação de dois homens que operavam em nome individual e usavam leilões na internet para lucrar com o esquema.

Vão responder pelos crimes de fraude, usurpação de denominação de origem, bem como fabrico e venda de artigos contrafeitos.

Os dois burlões escolhiam os anos das colheitas mais procuradas no mercado e conseguiam replicar até os rótulos envelhecidos.

"Estas garrafas eram suscetíveis de enganar os consumidores quanto à sua autenticidade, não só pelas afirmações na venda, pelos valores pedidos, mas também pelas reproduções em si, devido à rotulagem e apresentação geral, cujo envelhecimento é consonante com a suposta idade da colheita", adianta a ASAE.

Os dois homens não vendiam em lojas ou garrafeiras conceituadas, procurando fazer negócio apenas pela Internet.

Saiba mais
1952
1952 foi o ano da primeira edição do ‘Barca Velha’, um vinho único criado por Fernando Nicolau de Almeida na Quinta do Vale Meão, no Douro. Por ser feito apenas em anos de colheitas de excelência, desde então houve apenas 18 edições deste vinho.

Valores acima de 400 euros
A edição mais recente de ‘Barca Velha’ – colheita de 2008 e lançada em 2016 – custa pelo menos 400 euros por garrafa. As edições mais antigas, e por isso mais raras, podem valer vários milhares de euros.
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