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Correio da Manhã

Portugal
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Bruno Fernandes sobre ataque à Academia: "Tive medo do que pudesse acontecer à minha família"

Testemunhas recordam momentos de "terror" no balneário da Academia.
Débora Carvalho 10 de Dezembro de 2019 às 10:29
Bruno Fernandes
Fachada do edifício do Tribunal Criminal de Lisboa em Monsanto
Vasco Fernandes, secretário técnico do Sporting
Ataque a Alcochete
Bruno Fernandes
Fachada do edifício do Tribunal Criminal de Lisboa em Monsanto
Vasco Fernandes, secretário técnico do Sporting
Ataque a Alcochete
Bruno Fernandes
Fachada do edifício do Tribunal Criminal de Lisboa em Monsanto
Vasco Fernandes, secretário técnico do Sporting
Ataque a Alcochete

As testemunhas arroladas no julgamento ao ataque a Alcochete regressaram esta terça-feira ao tribunal. Os dois jogadores estiveram no tribunal do Montijo e foram ouvidos, por videoconferência, no tribunal de Monsanto.

Vasco Fernandes foi o primeiro a ser ouvido, ele que é secretário técnico do Sporting. O funcionário testemunhou uma vez que foi ele que deu indicações aos jogadores sobre as alterações do treino. Esta testemunha fazia a ponte entre Jorge Jesus e a equipa leonina e relatou momentos dramáticos no balneário de Alcochete com ameaças de morte e pormenores sobre o curto tempo que o grupo esteve dentro do balneário. 



Bruno Fernandes e Stefan Ristovski são os jogadores do Sporting arrolados como testemunhas que foram ouvidos à tarde. Ambos relataram que após o ataque mantiveram-se com medo pelas famílias e por eles próprios. 

Na última sessão, ocorrida segunda-feira, foram ouvidos os jogadores Maximiano, Wendel e Mathieu. Todos relataram os momentos de horror vividos nos balneários de Alcochete

Acompanhe ao minuto:

17h57 -
O interrogatório já acabou.

17h45 -
Após o ataque, foi oferecida segurança pela Federação Portuguesa de Futebol. Uma oferta, segundo explica o médio, recusada. "Contratei eu na sequência destes factores", afirma Bruno Fernandes. O futebolista teve este segurança até ir para o campeonato. 

17h40 -
 Defesa questiona Bruno pelo autor do vídeo no rescaldo do ataque. "Sei de que vídeo está a falar, mas não me lembro quem filmou", diz o médio leonino.

17h35 -
O advogado Miguel Fonseca, que representa Bruno de Carvalho, dirigiu-se à testemunha - Bruno Fernandes - chamando-lhe Joaquim. Depois disse que não sabia o seu nome: "desculpe, como se chama", questionou. A juíza não gostou da atitude da defesa e ameaçou tirar-lhe a instância.

17h28 -
"Tive medo do que pudesse acontecer à minha família", afirma ainda o jogador. 

17h24
- "Quantos agrediram Willliam?", questiona a defesa. "Um estava a tentar agarrá-lo e outro deu-lhe um soco nas costas. O primeiro pedia-lhe para tirar camisola", disse Fernades.

"Vou-te matar. Eu mato-te", gritavam para Acuña e Battaglia, segundo Bruno Fernandes. 

17h23 -
Mustafá pede para falar com o advogado na sala e dá-lhe indicações.

17h22 -
"Quem não estava no balneário?", questiona o advogado. "Coentrão e Basdost", responde Bruno.

17h20 -
A defesa questiona Bruno Fernades: "O que aconteceu na garagem após a Madeira?"

"Algumas palavras, insultos aos jogadores. O Patrício tentou falar com eles, acalma-los", responde a testemunha. 

17h18 -
É a vez do advogado do Sporting questionar Bruno Fernandes. Este pergunta pela reunião e se estava mais gente na mesma além do antigo presidente dos leões. O futebolista afirma que sim, estavam mais dois dirigentes, entre eles André Geraldes.

17h15 -
O treino já estava marcado no dia dessa reunião, mas "depois mandaram mensagem a mudar", explica o futebolista. O treino ficou então marcado para as 16h00, porém foi pedido aos jogadores que estivessem na Academia uma hora mais cedo. 

17h13
- "Foi uma mensagem de estímulo [a de Bruno de Carvalho]?", pergunta a procuradora.  "Foi o que entendi na altura", responde Fernandes.

17h07 -
Bruno Fernandes, sobre a reunião que antecedeu o ataque, afirma que foram discutidos os acontecimentos na Madeira. Bruno de Cavalho terá dito que o que aconteceu na Madeira não podia acontecer e que os membros da claque tinham lhe ligado durante toda a noite. 

"Falou em nomes?", questionou a procuradora. "Só alguns adeptos", respondeu. A reunião terminou e Bruno de Carvalho disse, segundo o futebolista, que no dia seguinte estaria ali com os jogadores acontecesse o que acontecesse.

17h05 -
Apesar de não ter sido agredido, Bruno não esquece e conta: "Ainda hoje, quando temos jogos, sinto ansiedade que caso as coisas não corram bem possa acontecer novamente", revela. "Vi o 'mister' com a boca com sangue. Quando vi o Basdost já tinha levado pontos", conclui. 

17h04 -
Jogador conta que não foi agredido e que os agressores disseram que não era nada com ele e afastaram-no. Depois disseram "vamos embora", segundo Bruno.

17h02 -
"Não tive reação. Foi muito rápido. Não deu para pensar", explica ainda.

16h46 -
De acordo com o relado de Bruno, haviam duas tochas, uma à entrada e outra no fim e nenhum adepto tentou impedir os colegas de atacar os agressores. 

16h41 -
Jogador conta como se tentou defender: "O Battaglia tentou vir para perto de mim, que estava na zona das macas, e eu tentei pegar na máquina do gelo para impedir que lhe acertassem. Atiraram-lhe um garrafão de água na zona dos braços".

16h35 - Battaglia também se tentava defender segundo Bruno, e foi atingido por um dos garrafões. Bruno Fernandes alega ainda que ninguém ficou parado, "todos se dirigiram aos jogadores". 

16h33 - O jogador do Sporting diz ainda ter visto as agressões, os encontrões e as exigências aos jogadores para tirarem a camisola. "Filhos da p***, não merecem isso", relata Bruno acrescentando que havia garrafões "pelo ar", que viu William a ser agredido com um soco nas costas e Acuña a tentar defender-se "das chapadas e pontapés".

16h31 - O futebolista afirma ainda que os principais alvos eram Acuña e Battaglia. "O segurança estava a tentar segurá-los, enquanto isso gritavam pelos nomes deles", descreve Bruno. 

16h30 -
Bruno afirma que os adeptos entraram gradualmente. "A porta estava semiaberta", diz o português afirmando ainda que tentaram fechar a porta mas não conseguiram. 

Os adeptos, segundo conta o futebolista, foram diretos ao Rui Patrício e William e posteriormente ao Acuña.
 
16h26 -
Bruno Fernades, de 25 anos, começa a falar. Está no Sporting desde 2017. Afirma não conhecer nenhum arguido, além do ex-presidente. "Estava no balneário. Apercebo-me do barulho nas portas e gritos", começa por dizer acrescentando que estavam praticamente todos os jogadores - cerca de 24 - e só o Jorge Jesus não estava presente. 

"Viu-os entrar", questiona a procuradora. "Sim, cerca de 25", responde Bruno Fernandes.

16h25 -
Fim da audição do macedónio. Segue-se Bruno Fernandes.

16h24 -
O jogador disse ainda que o medo levou-o a pensar mudar de casa.

16h22 -
A defesa tenta abordar a questão das decisões, mas é impedida. "As rescisões não interessam para aqui", disse a juíza. "Vamos aos factos", conclui. 

16h18 -
É a vez do advogado do Bruno de Carvalho que pede que o jogador repita as expressões que foram gritadas no dia do ataque. O jogador repete-as em português.

16h14 -
A defesa insiste no arguido com um dente de ouro identificado pelo jogador. "Esteve sempre no seu ângulo de visão?", questiona. Ristovski diz lembrar-se que este sujeito bateu no Acuña.

16h00 -
Advogado questiona se havia intérprete quando Ristovski foi ouvido pela GNR. O jogador diz que não, mas que para comunicar falou todas as línguas que conhece, inglês, português e italiano. 

"Quando foi interrogado na GNR disse não reconhecer ninguém e agora fala em três [dois de raça negra e o arguido com um dente de outo], quer explicar?", questionou o advogado. "Naquele momento, depois de quatro horas ao frio e stress não disse mas depois lembrei-me", respondeu Ristovski. 

15h52 -
Outro advogado da defesa confronta o jogador com as fotos do processo.

15h47 -
Advogado de defesa pergunta se algum dos adeptos estava "parado sem fazer nada" e o jogador afirma não se lembrar. Responde ainda, à pergunta "que efeitos teve [o ataque]" na sua vida, que a partir daquele dia teve "sempre medo". "Ainda hoje depois de derrota do Sporting, fico com medo que se volte a repetir".

15h44 - 
"Qual era a reação do Acuña?", questiona o advogado de defesa. "Tentava proteger-se", responde o jogador. 

Ristovski afirma ainda, perante as questões da defesa, que nenhum jogador teve reação pois ficaram todos com medo e não queriam acreditar no que estava a acontecer. Acrescenta ainda que ninguém, dos agressores, falou com os jogadores antes de partir para a violência. 

15h42 -
Seguem-se agora as questões da defesa. O advogado do Sporting pergunta se o macedónio recorda os palavrões. "Naquela altura não percebia os palavrões portugueses", responde o jogador. 

15h36 -
A procuradora pede para que Ristovski seja confrontado com fotos do processo para perceber se o jogador reconhece o arguido "do dente dourado". O jogador confirma. 

15h35 -
Basdost foi agredido na cabeça, Ludovico ficou com nódoa negra perto do olho e Montero também ficou magoado na zona da cabeça, relembrou o jogador. O macedónio diz ainda que durante o ataque nenhum dos adeptos tentou impedir os companheiros de agredir os jogadores pois "todos tinham a mesma intenção". 

15h30 -
O macedónio diz que mandou a mulher e filha para a Macedónia após o ataque e, depois do jogo da Taça, foi ter com elas. 

15h26
- "Todos ficaram paralisados, saímos meia hora depois do incidente", afirma Ristovski acrescentando: "Tínhamos medo". 

"Esperávamos que alguém entrasse a dizer que era seguro", recorda. "Fiquei a apoiar os meus colegas até ao fim, quis ficar com eles e saímos em grupo".

15h25 -
Nenhum colega conhecia os indivíduos, segundo o jogador leonino.

15h16 -
Ristovski é questionado pela procuradora sobre o homem "que tinha um dente dourado". Este é, de acordo com a testemunha, de raça branca e terá sido um dos agressores de Acuña. Este homem, de que fala Ristovski, encontra-se na fila da frente do banco dos réus. Tem estado presente em todas as audiências. Além do dente dourado, o jogador afirma que este indivíduo tem ainda barba.  

O futebolista diz ainda que viu os "senhores de raça negra" a falarem com o Ricardo Gonçalves, confirmando a versão que Vasco Fernandes deu ao início da manhã.

15h07 -
Após aqueles minutos, os agressores arremessaram tochas antes de saírem e disseram: "Tenham respeito, têm de jogar melhor", recordou o futebolista. 

"Tudo isto demorou dois minutos e eles lançaram tudo o que tinham", disse ainda sobre as tochas. 

15h04 -
O macedónio afirma também que viu agressões ao Battaglia mas não viu como foram os mesmos indivíduos pois nessa altura estava a tentar proteger-se. Não foram, segundo Ristovski, os mesmos agressores de Acuña. 

"Entraram 15 e dividiram-se uns para um lado e outros para outro", descreve. 

14h54 -
"Isto vai ser a vossa última chance". Ristovsi recorda ameaças dos agressores a afirmam que aquelas palavras eram um aviso porque "não podiam jogar desta maneira". 

14h53 -
Quando entraram, explica Ristovski, tentaram perceber em quem iam bater primeiro e a primeira vítima foi Acuña. "Quatro ou cinco de cara tapada em direção a Acuña", afirma dizendo que o colega estava a seu lado sentado e tentou evitar as "chapadas de mão aberta" que lhe deram na "cara e cabeça".

14h50 -
No corredor, segundo o futebolista, estavam "entre 15 a 25 pessoas" e outras 15 no balneário. "Existe uma porta de metal [no balneário] que conseguimos fechar mas os adeptos conseguiram abrir", acrescentou. 

"Eles entraram e continuaram o caos, tentaram ver quem estava. Eu estava ao lado do Acuña", recorda o macedónio. 

14h48 -
O futebolista afirma que viu o grupo a entrar: "Lembro-me de um senhor que tinha um dente dourado e de dois indivíduos de raça negra".

14h46 -
Procuradora questiona se os jogadores tentaram fechar a porta. "Nesta porta não estava ninguém. Só eu. E os indivíduos do lado de fora", responde Ristovski.

14h43 -
Ristovski é questiona sobre se os adeptos empurraram a porta. "Sim, sim. Lembro-me que fizeram de tudo para entrar", responde a testemunha. "Diziam palavrões e faziam ameaças", recorda o macedónio.

Segundo o futbolista, os jogadores ficaram no balneário, mas tinham "a noção que a qualquer altura iriam [agressores] entrar".

14h40 -
"Estava no balneário, em pé", explica Ristovski. "Eu vi os adeptos na porta de saída onde se colocam os sapatos", afirma dizendo que foi avisar os colegas.

"Eram quatro ou cinco pessoas de cara tapada", acrescenta.

14h31 -
O primeiro a ser chamado é o futebolista macedónio, de 27 anos, Ristovski, que se encontra no tribunal do Montijo. Para facilitar a comunicação está uma tradutora no Tribunal de Monsanto.

O jogador da Macedónia joga há cerca de dois anos no Sporting. Diz que não conhece ninguém pessoalmente [dos arguidos] além de Bruno de Carvalho.

14h25 -
Testemunhas já entraram na sala de audiências assim como o coletivo de juízes. Nuno Torres - arguido que conduzia o BMW que foi buscar o outro grupo à Academia - não está presente por estar doente.

13h45 -
Bruno Fernandes e Ristovski chegaram ao tribunal do Montijo. Vão ser ouvidos por videoconferência em Monsanto. 

12h30 -
Pausa nas audições. Julgamento retomará às 14h00 com a audição de Bruno Fernandes e Ristovski. Durante a manhã estiveram 18 arguidos no tribunal. 

11h26 - 
A testemunha partilha uma conversa que teve com Jorge Jesus, no avião, depois da derrota na Madeira com o Marítimo, dias antes da invasão. "Tínhamos combinado duas ou três semanas antes que o treino oficial da Taça de Portugal era terça-feira à tarde, no Jamor. No avião, depois daquele resultado negativo, ele veio ter comigo e disse 'já não vamos treinar para o Jamor na terça à tarde, fala com a Federação. Vamos treinar na Academia'. Cinco minutos depois diz-me 'afinal não é terça à tarde, é quarta de manhã' . Cinco minutos depois diz-me que afinal não sabia bem e que depois me dizia. Quando cheguei a casa avisei os jogadores que segunda-feira era folga e depois os avisava quanto ao treino de terça". 

11h24 - 
O advogado do Sporting volta a incidir sobre a marcação do treino de terça-feira, dia do ataque. Vasco afirma: "com este treinador [Jesus] era sempre tudo um bocadinho à última da hora".

11h22 - 
A testemunha refere que, nas reuniões, estavam presentes "Bruno de Carvalho, André Geraldes e dois administradores" que seriam Carlos Vieira e Rui Caeiro, segundo o funcionário do Sporting. 

11h21 - 
"Como ninguém disse que não estava com ele [Bruno de Carvalho], ele diz 'vemo-nos lá amanhã às... ' e olha para mim. E eu digo 'o treinador disse-me que é às 16h'. O treinador ligou-me, depois da reunião com a administração, a pedir para avisar os jogadores que o treino no dia seguinte seria às 16h", afirma Vasco.

11h20 -
A juíza pede a Vasco Fernandes para recordar as palavras de Bruno de Carvalho à estrutura na reunião que aconteceu na véspera do ataque. "Perguntou-nos 'independentemente do que aconteça amanhã, quero saber se estão com esta direção'. Entendemos aquilo como se o Jota (Jorge Jesus) fosse embora e viesse alguma solução de recurso para o jogo da Taça".

11h18
- O secretário técnico diz que, "na madrugada de domingo para segunda-feira", foi avisado por André Geraldes que "iriam haver reuniões com a administração". 

"Avisei os jogadores e staff, menos a equipa técnica. Creio que a reunião com a equipa técnica foi às 16h30, uma hora depois com os jogadores e uma hora depois o staff. Quem avisou a equipa técnica foi o André Geraldes", afirma Vasco. 

10h52 -
"Temi, não saboia onde ia acabar. Estavam de caras tapadas e não sabia se tinham armas", relata Vasco. O secretário técnico leonino não sofreu ferimentos. Questionado sobre o jogo da Madeira, o funcionário afirma: "Acuña estava indignado com o comportamento dos adeptos". 

10h50 -
Vasco afirma não ter noção se entraram todos os adeptos mas revela um pormenor sobre o tempo que estes estiveram no balneário: "Está na hora, vamos embora. Parecia que tinham um 'timming'". Após a fuga dos adeptos, o funcionário diz ter visto o 'mister' com a mão e nariz ensanguentados. Este estava a falar com Mendes e "parecia estar a pedir-lhe satisfações". 

10h32 -
"Ao Rafael Leão ninguém bateu, até o cumprimentaram, disseram que não lhe iam bater", afirma ainda o secretário. 

10h21 - "
Entraram cerca de 20 homens. O [Fredy] Montero levou uma estalada na cara. Tenho a imagem ainda presente", revela o funcionário. "Não entraram para falar com ninguém, diziam que matavam todos: 'Sai da frente senão mato-te'", descreve Vasco Fernandes.

10h20 - 
"O homem [Jorge Jesus] está lá fora e vão matá-lo", disse Raúl José, adjunto de Jorge Jesus para Vasco Fernandes, segundo o funcionário do Sporting.

10h20 - O funcionário revela que nessa altura se encontravam na sala das botas, junto aos balneários, e que os adeptos procuravam portas abertas. Posteriormente foi para o balneário. 

"O balneário tem duas portas metálicas, pedi as chaves, mas estavam empenadas e era preciso muita força", afirma. 

Vasco afirma ainda que Petrovic lhe disse: "Não feches, eles que venham".

10h19 -
"Vi um adepto aos pontapés a tentar mandar a porta abaixo", descreve Vasco acrescentando que foi aí que os jogadores começaram a surgir. 

"Os jogadores ouviram barulho. Chegavam e os adeptos ainda ficavam pior, por isso disse para saírem", relata. 

10h18 - 
Vasco Fernandes afirma que ficou surpreendido no dia do ataque: "Nunca tinha acontecido, fiquei petrificado". 

Ricardo Gonçalves, chefe de segurança do Sporting, terá então começado a falar com eles. "Pensei que ia fechar a porta do balneário, foi o meu instinto", assume Vasco.

"A minha preocupação foi ir para a porta mais direta de quem vem para do exterior. Já estava fechada e normalmente está aberta", revela o funcionário do Sporting. 

10h15 -
Vasco Fernandes, o secretário técnico do Sporting que fazia a ponte entre Jorge Jesus e os jogadores, é o primeiro a falar. 

10h12
- Começou o julgamento no tribunal de Monsanto, em Lisboa.

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