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Correio da Manhã

Portugal
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Autarcas suspeitam de incendiários à solta

Presidentes das câmaras do Fundão e da Covilhã denunciam o que aparenta ser “ação concertada”.
Alexandre Salgueiro 27 de Agosto de 2020 às 08:34
Incêndio na Covilhã teve início na terça-feira, com seis frentes detetadas
Incêndio na Covilhã teve início na terça-feira, com seis frentes detetadas FOTO: CMTV

A sequência a que os fogos florestais têm surgido este verão nos concelhos da Covilhã e do Fundão leva os autarcas locais e operacionais da Proteção Civil a suspeitarem de uma rede de incendiários.

Na terça-feira, quando se preparavam para iniciar o combate a um incêndio na Aldeia de S. Francisco de Assis, perto das Minas da Panasqueira, na Covilhã, o comando da Proteção Civil foi confrontado com mais seis ignições, três das quais em simultâneo: uma na serra da Gardunha, no Fundão, e duas em pontos diferentes da serra da Estrela, na Covilhã. “É uma enorme coincidência, para não dizer que é uma impossibilidade.



Parece mais uma operação articulada”, diz ao CM Paulo Fernandes, presidente da Câmara do Fundão, que apela a uma investigação das autoridades.

Vítor Pereira, autarca da Covilhã, não acredita em coincidências e suspeita de “uma ação concertada que visa dispersar os meios dos bombeiros para tornar o combate menos efetivo”.

Já esta quarta-feira, a GNR de Rio Maior anunciou a detenção de um incendiário, de 45 anos.

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