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Correio da Manhã

Portugal
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Autoridades marroquinas alertam para circulação de 'fake news' sobre coronavírus

Ministério da Educação denunciou veementemente "uma foto manipulada" que circulou nas redes sociais para anunciar o encerramento de todas as escolas do país.
Lusa 4 de Março de 2020 às 19:44
Coronavírus
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As autoridades marroquinas apelaram esta quarta-feira à vigilância face à multiplicação de 'fake news' sobre a epidemia do novo coronavírus, com registo de pelo menos três detenções nos últimos dias.

"Algumas contas em redes sociais e em aplicações de mensagens instantâneas (...) publicaram informações falsas e erradas atribuídas a instituições oficiais" para anunciar medidas preventivas de saúde, segundo um comunicado divulgado hoje pelo Ministério do Interior marroquino.

Na terça-feira, o Ministério da Educação denunciou veementemente "uma foto manipulada" que circulou nas redes sociais para anunciar o encerramento de todas as escolas do país a partir de hoje.

No mesmo dia, o jornal L'Economiste desmentiu uma "informação falsa" que circulou com o seu logótipo oficial nas redes sociais sobre um "novo foco" num subúrbio de Casablanca.

"Todas as medidas legais serão tomadas (...) para identificar as pessoas envolvidas na publicação dessas alegações e mentiras", alertou em comunicado o Ministério do Interior.

Duas pessoas que gravaram vídeos fraudulentos na rua a anunciar que tinham sido contaminados pelo novo coronavírus no estrangeiro para observar as reações de quem por ali passava foram detidas em Marraquexe (centro), segundo uma mensagem publicada na terça-feira na conta da rede social Twitter da segurança nacional (DGSN).

Na semana passada, a DGSN já tinha anunciado a detenção de um habitante de Tetuão (norte) que indicava num vídeo "registar mortes ligadas ao vírus".

Marrocos anunciou na segunda-feira o primeiro caso positivo de infeção com o novo coronavírus no país, num cidadão marroquino que regressava de Itália e que se encontra em isolamento num hospital em Casablanca.

O surto de Covid-19, detetado em dezembro, na China, e que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou cerca de 3.200 mortos e infetou mais de 93 mil pessoas em 78 países, incluindo cinco em Portugal.

Das pessoas infetadas, cerca de 50 mil recuperaram.

Além de 2.983 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América, Filipinas e Iraque.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou cinco casos de infeção, dos quais quatro no Porto e um em Lisboa.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e aumentou o risco para "muito elevado".

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