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Correio da Manhã

Portugal
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Procuradora mantém acusação a Bruno de Carvalho

Debate instrutório decorreu no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa.
Rita F. Batista e Tânia Laranjo 10 de Julho de 2019 às 10:26
Alexandra, 54 anos, hipnoterapeuta, é a maior aliada do irmão mais novo, Bruno de Carvalho
Mustafá à saída do tribunal do Barreiro
Bruno de Carvalho a chegar ao tribunal, acompanhado pela irmã Alexandra
Bruno de Carvalho a chegar ao tribunal, acompanhado pela irmã Alexandra
Bruno de Carvalho a chegar ao tribunal, acompanhado pela irmã Alexandra
Mustafá
Alexandra, 54 anos, hipnoterapeuta, é a maior aliada do irmão mais novo, Bruno de Carvalho
Mustafá à saída do tribunal do Barreiro
Bruno de Carvalho a chegar ao tribunal, acompanhado pela irmã Alexandra
Bruno de Carvalho a chegar ao tribunal, acompanhado pela irmã Alexandra
Bruno de Carvalho a chegar ao tribunal, acompanhado pela irmã Alexandra
Mustafá
Alexandra, 54 anos, hipnoterapeuta, é a maior aliada do irmão mais novo, Bruno de Carvalho
Mustafá à saída do tribunal do Barreiro
Bruno de Carvalho a chegar ao tribunal, acompanhado pela irmã Alexandra
Bruno de Carvalho a chegar ao tribunal, acompanhado pela irmã Alexandra
Bruno de Carvalho a chegar ao tribunal, acompanhado pela irmã Alexandra
Mustafá
19h30 - A procuradora Cândida Vilar, manteve na íntegra a acusação ao ex-presidente do Sporting Bruno de Carvalho, por considerar que a matéria de prova se mantém.

"Considero que a prova se mantém e não foi infirmada pelas suas declarações", afirmou Cândida Vilar, durante as alegações finais do debate instrutório do caso da invasão à Academia de Alcochete.



Por este motivo, a procuradora solicitou que o juiz mantenha a Bruno de Carvalho, como medida de coação, a obrigação de apresentações diárias.

18h25 -
A procuradora pede prisão domiciliária para Nuno Torres, que foi o condutor que, no dia das agressões, entrou nas instalações da Academia do Sporting. Está em prisão preventiva.

16h26 -
Procuradora pede prisão domiciliária para Bruno Jacinto.

16h17 -
"Elton Camará não agrediu mas garantiu que ninguém saia dali", afirma a procuradora. O arguido levanta-se e é encaminhado para fora. "Tenho 8 filhos para dar de comer! A senhora prejudicou a minha vida", diz o arguido.

MP pede que se mantenha preventiva para Camará.

16h06 -
"Como é possível não terem noção de que todos iam fazer algo? É impossível. E os senhores insistem com os requerimentos do que a GNR nada fez, que as provas são nulas, insistem em dizer que ninguém fez nada. Então porque é que fugiram quando chegou a GNR", diz a procuradora.

"Se tivessem ido lá falar com os jogadores não tinham fugido", acrescenta. 

"Todos falavam em apertar os jogadores. Todos sabiam o que iam fazer a Alcochete", continua. "Andaram a pedir moradas aos jogadores. Isso até levou a medidas de segurança para alguns jogadores. No grupo diziam que a 'bófia' demorava 20 minutos a chegar e tinham tempo para levar a cabo o ataque", acrescenta. 

"Os senhores sabem que havia crianças na Academia. E mesmo assim atiravam tochas pelas janelas. Isso não se faz a ninguém e os senhores fizeram", termina.

16h02 -
Elton Camará levanta a voz e o juiz pede que se cale. Elton quer sair e levanta-se. A procuradora disse que o arguido entrou de cara tapada na Academia.

A família começa a implorar que Elton se acalme. O juiz pergunta se o arguido quer ir embora e este acaba por se sentar.

15h55 -
"Elton Camará terá ido [a Alcochete] conviver com Jorge Jesus?", questiona ironicamente a procuradora.

15h50 -
Procuradora refere que Nuno Mendes afirmou que nada fez. "Então que foi lá fazer?", pergunta. 

Cândida pede aos arguidos que assumam que foram à Academia porque foram. "Assumam isso. Foram porque estavam irrequietos com o treinador e jogadores", continua.

15h47 -
Procuradora fala sobre "motim" no aeroporto da Madeira. "O que se passou no aeroporto tem tudo a ver com o ataque à Academia", afirma.

"Temos graves problemas de segurança em Portugal. Estamos perante casos graves de terrorismo. Qualquer cidadão que fizesse isto era imediatamente deitado ao chão e com uma bala de borracha", acrescenta. 

15h33 -
A procuradora refere-se a Sérgio Santos. "O senhor entrou na Academia na carrinha da Juve Leo", diz. 

15h29 -
Os arguidos que pediram instrução: Bruno de Carvalho, Elton Camará, Celso Cordeiro, Hugo Ribeiro e Eduardo Nicodemus.

15h25 -
Procuradora começa a falar sobre Celso Cordeiro. O arguido foi identificado e entrou no balneário. 

15h16 -
Hugo Ribeiro desmente o que o MP diz que ele disse no interrogatório. A procuradora diz que este desmentiu qualquer culpa e contradisse a versão que tinha apresentado em interrogatório.

15h14 -
"Agradecia que o senhor Mustafá não se ria enquanto falo": procuradora repreende o ex-cabecilha da Juve Leo. O juiz fica indignado e diz: "Se a Sra. Doutora está a falar, senhor Nuno Mendes, tem de ouvir o que está a ser dito".

15h08 -
"Sem as forças de segurança nomeadamente GNR e PSP não seria possível identificar os arguidos", diz a procuradora. 

Cândida Vilar diz que o grupo foi a Alcochete para agredir os jogadores e não para ter uma conversa. 

"A questão da PJ não ter ido pode ser levantada mais tarde. Foi feito o que tinha de ser feito pela segurança e preservação da prova", continua.

"Era imperativo distinguir quem esteve na academia. Todos os clubes têm problemas. Há muitos adeptos que cometem ações graves", afirma a procuradora.

15h00 -
Procuradora Cândida Vilar fala de Hugo Ribeiro que alega que apagou a tocha debaixo de um porshe na Academia.

14h45 -
Há matérias sobre André Geraldes nos telemóveis dos arguidos. As autoridades conseguiram recuperar mensagens apagadas.

14h30 -
Procuradora tem novas provas. Foram anexadas ao processo as perícias aos telemóveis de Bruno de Carvalho e Mustafá.

14h00
- Bruno de Carvalho regressa ao Campus de Justiça para a segunda parte da sessão de julgamento.

12h45 -
Intervalo no debate. Sessão recomeça às 14 horas no Tribunal de Instrução Criminal, em Lisboa.



12h40 -  "O processo está morto": O advogado de Bruno de Carvalho, Miguel Fonseca, concordou com o pedido de nulidade de provas. "Concordo que se cumpra a lei e que o Ministério Público faça o que entender nos limites da lei", disse à saída do tribunal, fazendo ainda alusão à tensão criada por Bruno de Carvalho: "As bocas saem sistematicamente da bancada do juiz e não por parte de Bruno de Carvalho", sublinhou.

12h13 -
A procuradora Cândida Vilar diz que "não cabe aos magistrados solicitar esclarecimentos sobre os métodos de intervenção das forças de segurança".

11h55 -
San dra Martins, advogada, fala nas conversas de WhatsApp e diz que as apreensões dos telemóveis não poderiam ter sido feitas. 

11h52 -
O advogado Miguel Matias questiona se a Polícia Judiciária se absteve de querer investigar "estes autos". "Ou simplesmente não cumpriu com o dever de ir à Academia?", pergunta.

11h40 -
Quinze advogados querem pedir nulidade de provas e assinar por baixo o que foi dito anteriormente pelo advogado do ex-gestor de redes sociais do Sporting, Emanuel Calças.

11h36 -
Juiz concordou com o Ministério Público e não atende ao pedido de nulidade e assinar por baixo do que foi dito pelo colega.

11h34 -
Procuradora diz que não há qualquer motivo para pedir nulidade das provas. Alega que foi tudo feito de acordo com o que está previsto. Confessa ainda que as forças policiais tiveram de intervir o mais rápido possível para preservar provas.

11h21 -
Pequena tensão no tribunal. "Senhor Bruno de Carvalho, não lhe digo outra vez para estar calado. Não veio para aqui para estar a falar com ninguém", disse o juiz para o ex-presidente leonino, que se envolveu numa troca de palavras acesa com o advogado do ex-gestor das redes sociais do Sporting.

11h01 -
Procuradora Cândida Vilar responde ao advogado do ex-gestor das redes sociais do Sporting, Emanuel Calças, e admite que o despacho realmente não foi feito, mas que as diligências da polícia foram feitas com o conhecimento do Ministério Público. "Forças policiais tiveram de atuar dado o perigo e possibilidade de crime de terrorismo", disse a procuradora.

10h56 -
"O acesso aos telemóveis deveria ter sido feito de acordo com critérios mais apertados. O telemóvel é uma extensão da personalidade de cada um", referiu o advogado de Emanuel Calças, pedindo novamente nulidade de todas as conversas de WhatsApp entre os arguidos.

10h48
-  O advogado de Emanuel Calças confessa que tanto a NOS, a MEO e a Vodafone receberam pedido de todos os registos da zona da Academia de Alcochete. As operadoras enviaram os dados pedidos. O acesso a estes dados é nulo, de acordo com o advogado, sublinhando ainda que o acesso às comunicações viola a lei. "A polícia pôde escancarar a vida privada dos presentes na Academia", disse.

10h45 - O ex-gestor das redes sociais do Sporting, Emanuel Calças, de 21 anos, quer a nulidade de todo o inquérito. O seu advogado fez um requerimento a pedir nulidade de provas. Alega que devia ter feito despacho por terrorismo, uma vez que a polícia iniciou uma investigação alegadamente por terrorismo sem a existência desse despacho. 

10h39 -Começa o debate instrutório do ataque à Academia de Alcochete. Estão 32 arguidos na sala.

10h14 - O ex-presidente leonino, Bruno de Carvalho, chega ao Tribunal de Instrução Criminal, em Lisboa, na companhia da irmã, Alexandra.

O debate instrutório do ataque à Academia do Sporting, em Alcochete, está a decorrer esta quarta-feira, no Tribunal de Instrução Criminal, em Lisboa. Trinta e dois arguidos estão presentes no tribunal.

Bruno de Carvalho, ex-presidente do Sporting, é acusado pelo Ministério Público de ser autor moral do ataque de 15 de maio de 2018, de que resultaram agressões a jogadores da equipa principal de futebol e elementos da equipa técnica.
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