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Correio da Manhã

Portugal
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Alegações finais do caso do ataque à Academia do Sporting marcadas para 11 de março

Antigo presidente dos leões é um dos 44 arguidos do processo da invasão, ocorrida a 15 de maio de 2018.
Débora Carvalho e Sofia Garcia 28 de Fevereiro de 2020 às 08:18
Invasão a Alcochete
Invasão a Alcochete FOTO: Direitos Reservados
O antigo presidente do Sporting Bruno de Carvalho é ouvido esta sexta-feira na condição de arguido no julgamento da invasão à academia do clube, em Alcochete, que decorre no tribunal de Monsanto, em Lisboa.

Bruno de Carvalho, que liderou o Sporting entre março de 2013 e junho de 2018, é um dos 44 arguidos do processo da invasão, ocorrida a 15 de maio de 2018, e será, por pedido expresso, o último a ser ouvido pelo coletivo de juízes, presidido por Sílvia Pires.

O antigo líder dos 'leões', que após a primeira sessão do julgamento, em 18 de novembro do ano passado, foi dispensado de marcar presença em tribunal depois de ter alegado não ter carro e ter uma ocupação profissional, vai ser ouvido durante a tarde.

Bruno de Carvalho será o 21.º e último arguido depor, depois de durante a manhã desta sexta-feira serem ouvidos Eduardo Nicodemes e Ricardo Neves.

O antigo presidente do Sporting, tal como o líder da claque Juventude Leonina, Nuno Mendes, conhecido como Mustafá, e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos, responde, como autor moral, por 40 crimes de ameaça gravada, 19 crimes de ofensas à integridade física qualificadas e por 38 crimes de sequestro (estes 97 crimes classificados como terrorismo, puníveis com pena de prisão de dois a 10 anos ou com as penas correspondentes a cada um dos crimes, agravadas em um terço nos seus limites mínimo e máximo, se estas forem iguais ou superiores).

Os restantes 41 arguidos são acusados da coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

Acompanhe ao minuto

18h32 -
Acaba o julgamento. Alegações finais do caso do ataque à Academia do Sporting marcadas para 11 de março. Juiz quer que todos os arguidos estejam presentes.

18h29 -
Apoiantes aplaudem Bruno de Carvalho e são expulsas. 

18h25 - 
"A minha filha teve de ver a polícia a fazer buscas em casa, a mexerem-lhe nas cuecas. Passei mil vezes pior do que os jogadores", disse o antigo presidente leonino. "A minha filha vai ficar traumatizada para sempre". 

18h21 -
Bruno de Carvalho reforça que "a alteração da hora do treino não alteraria o lugar onde estariam as pessoas que estavam na academia porque todas trabalhavam lá".

"A teoria de que eu possa ter juntado as pessoas todas num espaço para lhes baterem não faz sentido".

Relembrando que a procuradora Cândida da Vilar disse que "tinha sido um ataque claro dos casuais", Bruno de Carvalho disse que os "casuais" saíram. "Estou aqui e eles estão em casa. Deviam ter sido constituídos arguidos".

18h20 -
Miguel Fonseca questiona se a reunião foi para ameaçar pessoas e se Frederico Varandas estava na reunião. Juiz diz que isso não interessa e Miguel Fonseca termina. 

18h12 -
"As pessoas que iam ser despedidas eram o Jorge Jesus, que acabou condecorado, e Varandas que acabou presidente. O despedido acabei por ser eu", referiu Bruno de Carvalho.

18h09 -
Juíza explica que "já percebeu que ir à casinha não era normal". 

Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, perguntou ao arguido se havia hipótese de o ataque ter acontecido com o conhecimento de Mustafá. BdC respondeu que não. 

Antigo presidente leonino disse que o vice presidente estava no sofá do outro lado da porta na reunião com a equipa técnica. 

18h08 -
Bruno de Carvalho disse que foi oferecida segurança aos jogadores depois do ataque mas recusaram. "Acho que, sinceramente, Mustafá deve ter ficado absolutamente indignado quando soube que suspendi o protocolo com a Juve após o ataque. Se ele me tivesse apanhado arrancava-me a cabeça", contou. 

Advogado pede ao arguido para explicar o que queria dizer com "façam o que quiserem" na reunião de 7 de abril. 

"Só queria ir embora porque queriam bater-me", disse o antigo presidente que referiu que as reuniãos eram feitas na sala principal do conselho diretivo do SCP. 

17h57 - 
Na reunião, Bruno queria revelar que Jorge Jesus já não era o treinador. 'Espero que estejam comigo e sei que todos vão fazer um jantar de festejo se ele se for embora.' Toda a gente ia ficar contente, os jogadores iam ficar contentes. De certeza que íamos todos fazer uma grande festa com a saída do treinador do SCP. A reunião com eles foi no início do despedimento". 

Bruno de Carvalho abordou a questão da mudança do treino e passou um 'atestado de estupidez' a Jorge Jesus. "Ele decidiu alterar o treino para a tarde. Foi das decisões mais acertadas que vi Jorge Jesus tomar em três anos e meio," refere.

"Ele não queria a humilhação de estar despedido. Expliquei que no dia seguinte, se fosse embora, ia receber uma nota de culpa e que associada a isso estaria a suspensão imediata. Ele não percebia nada", contou Bruno de Carvalho. 

"Jorge Jesus só estava preocupado se estava despedido". 

17h56 -
Bruno de Carvalho foi questionado sobre o porquê de ter falado com Nuno Mendes antes do jogo em que forram arremessadas tochas à baliza de Rui Patrício. "Sobre as tochas, a única ordem que dei foi para cobrar 16 mil euros à Juve Leo.

"Disse ao Jorge Jesus que a próxima vez que me desautorizasse ia para a rua", referindo-se a 2017 quando Jorge Jesus permitiu que adeptos entrassem na academia. "Ele disse que tinha sido ele e caí em cima dele e acabei por despedi-lo passado um ano, por isso, acabei por cumprir a minha promessa.

17h38 -
"Escreveu algum post para colocar o SCP contra os jogadores?", voltou a questionar o advogado do clube. "Não, foi para ganhar jogos e consegui", respondeu. 

17h37 -
"Nem imaginam o que tive de passar durante toda a noite". 

Questionado pelo advogado do Sporting se tinha contacto direto com Bruno Jacinto, o antigo presidente do clube disse que "o Geraldes é que tinha porque era superior hierárquico".

17h30 - 
No processo disciplinar, Ricardo Gonçalves disse que as portas estavam sempre abertas nos treinos por ordem de Jorge Jesus, no início da época. 

"Ricardo Gonçalves devia ter ido para a rua. Para evitar o ataque bastava ele ter cumprido as medidas de segurança que eu tinha implantado. Retiraram as medidas de segurança e nunca me comunicaram", revelou Bruno de Carvalho. 

"O responsável da segurança disse aqui em tribunal que os jogadores podiam ter sido colocados em segurança. Mas havia medidas de segurança", rematou. 

17h28 -
Ricardo Gonçalves disse a Bruno de Carvalho que Jorge Jesus pediu aos jogadores para passarem a entrar por outra porta mas Bruno disse nunca ter dado autorização. "Por isso é que no final do processo disciplinar ele ia ser despedido". 

"O alarme não disparou, nem estava ligado. Nenhuma porta abria com o alarme. As portas estavam todas abertas", contou.  

17h27 -
"Há pessoas que vieram aqui dizer mentiras", disse Bruno de Carvalho depois de falar das imagens legendadas no aeroporto divulgadas pela CMTV.

17h23 -
Questionado sobre um possível conflito entre adeptos, Bruno de Carvalho disse que "não havia conflitualidade nenhuma. O SCP ganhou 6 a 7 jogos seguidos. Os jogadores foram recebidos em ombros. Eu é que era assobiado".

"O único que precisava de aumento de segurança era eu", rematou.

17h18 -
Outra juíza do coletivo perguntou se Bruno Jacinto estava na reunião. 

Antigo presidente leonino disse não se lembrar. "Havia um diretor geral de segurança do SCP, Vasco Santos, e o da academia, Ricardo Gonçalves".

17h16 -
"Ele auxiliava-o na liderança? Era problema ou solução?", perguntaram. O antigo presidente disse que "Nuno era muito mais uma solução do que um problemas. Se me auxiliava em dar guarda, não".

17h14 -
Questionado sobre a relação com Nuno Mendes, Bruno de Carvalho disse que ganharam uma relação de respeito "mas a verdade dos factos é que acabei por gostar do Nuno Mendes porque é tão genuíno, tão genuíno que nos faz rir. Independentemente de todos os disparates que fazia e dizia era uma pessoa que sempre me respeitou e fazia-me rir muitas vezes. 

17h13 -
Ainda sobre a reunião, o antigo presidente leonino disse que "o objetivo foi a intenção de me baterem. Isso também está explícito nas mensagens mais isso foi ignorado. Por isso é que também digo que seria o criminoso mais imbecil do mundo, porque também queriam bater-me a mim. 

17h10 -
Bruno de Carvalho revelou ter ido a alguns reuniões. "Fui a 500 núcleos do SCP, por exemplo. Aqui no tribunal quase que pareceu que na reunião de 7 de abril fui lá para preparar algo. Não é verdade". 

A juíza diz que o tribunal não vê as coisas dessa forma e pergunta o que foi falado na reunião. 

"Foi um pesadelo autêntico", respondeu. "O Vasco Santos foi o único que descreveu bem a reunião. Dezenas de pessoas aos gritos, só não fui chamado de santo na reunião. Quiseram-me agredir, é verdade. Gritos e gritos. Não ouvi ninguém a falar em ir à academia. Toda a gente sabe que eu era absolutamente contra idas à academia".

Bruno de Carvalho continuou a falar da reunião: "A certa altura, das duas uma, ou aquilo descambava e eu dizia o que me estava a apetecer ou então tinha de sair dali. 

"A primeira pessoa que me quis bater é a pessoa mais pequena do grupo, o Elton Camara. Sei que sou considerado presidente sem medo mas queria era sair dali. Ninguém falou em bater nos jogadores. Falavam em tudo mas sobretudo em bater-me. A reunião foi surreal".

17h02 -
"Ser acusado daquilo foi uma coisa impensável na minha vida", referiu o antigo presidente leonino. 

"Chego à academia, saio do carro. É engraçado como não há imagens. Não percebo como se faz um caso destes se só há x minutos de imagens. Tenho a sorte de a primeira pessoa a passar ser o William e disse 'acha que não sabemos que foi você?'. Foi assim que fui recebido", contou Bruno de Carvalho. 

"Está na natureza dele mentir", disse o antigo presidente referindo-se a William de Carvalho.

17h01 -
"Se um dia quiser fazer alguma coisa faço, não preciso de pedir a ninguém. Esta foi uma das verdades que o William disse". 

Bruno de Carvalho revelou um momento em que o pai e também agente de William de Carvalho ameaçaram-no de morte "por
uma proposta que nunca existiu".

William de Carvalho diz: "acha que não sabemos que mandou partir os carros e bater?".

16h48 -
"Quando vejo que há jogadores de cabeça quente, que se põem a gesticular e em guerras de ofensas com adeptos, não é uma situação que eu quero", revelou Bruno de Carvalho que não queria ofensas.

16h44 -
"No telefonema com o Barata fiquei com a sensação de que se estava a voltar ao velho assunto. Uns meses antes entraram aos tiros na casinha, tomaram conta daquilo e depois pediram-me uma reunião. A polícia tem esta ocorrência".

16h37 -
"Nunca me tinha ligado antes. Estava a tentar descansar com uma bebé ao lado. Não fui à Madeira porque tinha uma filha a morrer".  

"É lógico que se me cai a oportunidade na mão de ter a pessoa que eu tinha visto no aeroporto, já agora queria escutar e perceber. Eu não puxei nenhum assunto ao Mendes. O que eu percebi foi que havia problema, não percebi qual era, entre Barata e Nuno Mendes".

"Do pouco que percebi, tirei a conclusão de que eram problemas dentro da Juve Leo do que problemas no aeroporto da Madeira", disse Bruno de Carvalho. 

16h35 -
"Nunca, por mim, foi consentido que lá fossem", disse o antigo presidente do Sporting.

Sobre as chamadas feitas por Fernando Barata Mendes, Bruno de Carvalho disse que "Barata teve uma atitude simpática a dizer que tínhamos respeito um pelo outro. A verdade é que nós não gostávamos um do outro. Sempre tivemos relação de tolerância".

16h32 -
"Se eu for condenado serei o criminoso mais imbecil do mundo", disse Bruno de Carvalho. 

"O senhor Jorge Jesus foi conversar na tal barraquinha no aeroporto e o grande mal disto tudo foi em dezembro de 201. O senhor Jorge Jesus, perante eu ter dito que Juve não podia entrar na academia, permitiu nas minhas costas que entrassem.

16h30 -
"Tenho acompanhado de perto o julgamento. Estamos a falar de um fenómeno, não percebi muito bem porque é que ainda não foram desvendadas situações".

Bruno de Carvalho revelou que os jogadores quando saiam à noite e se metiam em confusões, apesar de não o poderem fazer, pediam ajuda a elementos da claque.

"Quero que se possa enquadrar as coisas devidamente."

16h26 -
Questionado sobre se tinha conhecimento prévio do ataque, Bruno de Carvalho disse não saber de nada e que não foi ao jogo da Madeira.

Bruno de Carvalho disse que teve conhecimento do incidente na Madeira pela televisão no dia do jogo quando saíram as imagens do aeroporto. 

16h24 -
"Nunca em resposta minha foi visto qualquer minimização com aquilo que se passou em Alcochete e o que foi feito ao SCP, aos jogadores, a mim e à minha família", disse Bruno de Carvalho. "A minha vida está nas vossas maõs".

"Estou no lado errado da barricada."

O arguido disse teve conhecimento do que tinha acontecido quando estava numa reunião em Alvalade.

16h23 - "
Quero referir-me a factos. Independentemente, leve um pouco de paciência comigo."

"Foi vergonhoso o que se passou em Alcochete. É absolutamente lamentável e indescrítivel o que as pessoas passaram. Não sei como passei de testemunha para arguido 44". 

16h22 -
Bruno de Carvalho começa por dizer que não compreende como está no tribunal na qualidade de arguido mas a juíza interrompe, dizendo que o mesmo não está lá "para comentar a acusação". 

16h20 -
Termina Fernando Mendes e começa a falar Bruno de Carvalho. 

A juíza pede poder de síntese e que o antigo presidente do SCP seja objetivo. 

16h18 -
Alguma vez viu o portão fechado?", pergunta a juíza. 

"Umas vezes corrido, outra vezes aberto".

16h17 -
Arguido disse ter telefonado várias vezes a Bruno de Carvalho mas referiu estar apenas com ele em jantares do clube. "Tinha uma relação normal com ele, de respeito", disse Fernando Mendes. 

16h15 -
Questionado por Sandra Martins sobre quantas vezes foi à Academia e se era normal não estar ninguém na porta, o arguido disse ter lá ido desde a construção e que não era normal a portaria estar vazia. 

16h05 -
"Como é que sabia que Jorge Jesus ia lá estar na terça-feira?". Arguido disse que se lá não estivesse voltaria no dia seguinte. 

"Vi uma tocha ao longe e pedi ao Joaquim para ir apagar. Estava numa zona de mato. Liguei para a minha esposa a dizer 'olha, está aqui confusão, vou chegar mais tarde. Não me escondi de nada. Não estava ali para brincar às escondidas", referiu o antigo líder da claque. 

16h04 -
Julgamento retoma com depoimento de Fernando Mendes que diz só ter presenciado troca de palavras entre Tiago Silva e Battaglia no aeroporto. 

Questionado sobre a frase "estou por tudo" que disse no aeroporto, o arguido disse estar a referir-se a "estar por tudo para falar". 

"Nos telefonemas com Bruno de Carvalho referiu que ia à Academia?", perguntou a juíza. O antigo líder da Juve Leo disse que achava que não mas que não se lembrava.

"Antes de 15 de maio falou mais com Bruno de Carvalho ou alguém que tivesse dito para dar aperto aos jogadores?", perguntou. Fernando Mendes disse que não e que foi de livre vontade apenas falar com Jorge Jesus.  

"Se não tivesse acontecido o incidente com o Acuña na Madeira teria ido à academia? Ou iria na mesma lá por conta do mau desempenho da equipa?". Arguido disse ia na mesma mas para incentivar a equipa. 

15h42 -
O julgamento está em pausa.

15h30 -
"Ouviu Getúlio Fernandes a dizer ao Tiago Silva?", questionou a juíza. 

O arguido disse que não e que Getúlio Fernandes apenas lhe perguntou, à entrada da academia, se havia algum problema. Fernando Mendes respondeu que não e que "só ia falar com o mister". 

15h16 -
A juíza revelou que o arguido fez várias chamadas a Bruno de Carvalho na madrugada de domingo, na Madeira. 

"A primeira chamada era para dizer a Bruno de Carvalho para ele saber pela minha boca o que tinha acontecido na Madeira. Disse-me que não podia falar comigo e que me ligava mais tarde". 

"Há chamadas às 01h30", diz a juíza. 

"Eu queria que o Bruno de Carvalho soubesse o porquê de eu ter ido ao aeroporto. Não acho anormal ser a essa hora. Estava ligeiramente alcoolizado também. Estava exaltado e aborrecido e quis justificar isso ao presidente do clube", refere Fernando Mendes.

"Não me recordo do que lhe lhe disse e sem ofensa ao Bruno de Carvalho foi uma conversa de bêbados. Até lhe peço desculpa se eventualmente o ofendo porque não me lembro. Estava bêbado".

"Eu apanhei nove presidentes e sempre fui chamado à palmatória para justificar atos da Juve Leo e foi isso que quis fazer, mesmo já não sendo o líder para que não houvesse deturpação daquilo que eu tinha feito", disse. 

Questionado sobre se falou com mais alguém sobre o que aconteceu e se não ouviu ninguém falar de "apertar jogadores", Fernando Mendes respondeu que não. 

15h15 -
"Saímos no carro do Nuno Torres, mais o Joaquim e o Aleluia e deixaram-nos no estacionamento do Lidl. Entrei no carro do Joaquim e ele deixou-me em Lisboa. Só fomos os dois. Com aquela confusão toda não achei nada estranho", disse Fernando Mendes. 

"Não acha estranho que uma pessoa que conhece, Tiago Silva, o meta numa confusão daquelas?", questionou a juíza. 

Fernando Mendes respondeu, dizendo "ele não me meteu em nada. Eu só fui falar com o Jorge Jesus. Ninguém mete em confusões porque eu não me meto em confusões", respondeu. 

15h05 -
Fernando Mendes disse ter perguntado a Nuno Torres se tinha lá o carro e se podia ir buscá-lo para os levar até ao carro do Joaquim Silva. 

"Saiu do estacionamento a pé até à academia. Por que é que precisava de boleia para voltar para o estacionamento?", questionaram. Arguido respondeu que não queria ir a pé outra vez. 

15h00 - A juíza volta a intervir e disse "mas você estava com o Joaquim Silva". Fernando Mendes respondeu: "Pois, mas o Joaquim só me tinha dado boleia do parque do Lidl até à academia. Não me tinha dado boleia de Lisboa. Por isso é que me retive ali. 

14h59 -
A juíza questiona Fernando Mendes sobre o porquê de não ter saído pelo próprio pé da academia. 

Fernando Mendes respondeu que, como não sabia do Tiago Silva, tinha perdido a boleia para Lisboa. 

14h58 -
Questionado sobre se alguma vez foram aos balneários dar força aos jogadores, o arguido disse que não. "Depois vem o William, o Tiago Fernandes, chega mais um elemento do staff da formação e mais um vigilante. Começámos a conversar sobre aquilo ser inadmíssivel, etc.. Fiquei ali a falar com eles a tentar perceber quem, como, o que fizeram, etc."

Bruno Jacinto chega depois da conversa a perguntar o que se tinha passado. "Eu disse que tinha havido confusão e stress". 

14h57 -
"Ele estava com a cabeça dele sobre o meu ombro esquerdo. Estava extremamente nervoso".

"Raul José disse que partiram tudo, bateram nas pessoas. A norma era as pessoas, para entrar, serem identificadas. Perguntei ao Jorge Jesus quem tinha feito aquilo mas ele não conseguia responder. Ele estava em choque", disse. 

14h56 -
"Pensei que tivesse havido autorização ou que o segurança tivesse acompanhado o grupo. Não achei estranho não estar lá ninguém". 

Fernando Mendes contou que foi ao campo Aurélio Pereira para falar com Jorge Jesus mas não encontrou lá ninguém. "Dou a volta, contorno o edifício principal e passo à frente de onde será o balneário e vejo o Manuel Fernandes a sair". 

O arguido disse ver Jorge Jesus a vir na sua direção a pedir ajuda. Fernando Mendes disse que a cara de Jorge Jesus tinha lesões. "Vi que teria havido algum contacto físico. Fernando Mendes diz não ter nada a ver com a situação mas Jorge Jesus vira-lhe costas. 

14h50 -
"Entrei de cara destapada porque quem não deve não teme", disse Fernando Mendes que relatou que a casa dos seguranças à porta da academia estava vazia quando lá chegou. 

14h44 -
"Saímos do carro e comecei a caminha em direção à academia. Vejo pessoas a correr à minha frente. Bem à minha frente."

O antigo chefe da Juve Leo disse não se ter preocupado porque sabia "que teriam de parar à porta para serem identificados".

14h40 -
"O carro ficou estacionado e eu, o Tiago vamos na carrinha e entra mais o Nuno Torres e o Joaquim Silva. Na altura percebi que seria para apoiar, conversar, não me apercebi de nada. Estacionaram numa estrada de terra batida ao pé da academia e já lá estavam uns 20 carros".

"Para cima de dez carros", corrigiu o arguido. 

14h38 -
Juíza volta a interromper e pergunta se o arguido percebeu o porquê de Tiago Silva ter estacionado ali. Fernando Mendes disse que não sabia. 

14h36 -
Perante o depoimento, a juíza pergunta se percebeu que Tiago Silva estava a organizar alguma ida à academia. Mendes respondeu que não, "longe disso", e continuou a explicar o trajeto que fez durante o dia. 

"Depois fomos ao parque de estacionamento do Lidl, onde estacionou o carro e estavam lá uns 2 ou 3 carros. Um deles era o do Nuno Torres, um BMW e uma carrinha monovolume".

14h35 -
"Na altura, estava com a carrinha avariada e a carta de condução apreendida e pedi ao Tiago Silva para me dar boleia na terça a Alcochete. Disse terça porque sabia que segunda seria a folga dos jogadores.", revelou o arguido. 

"Voltei para Lisboa na segunda, 14. Falei só com o Tiago Silva para me dar boleia. Pedi logo no domingo à noite, na Madeira. Liguei-lhe depois na terça de manhã, pelas 10h. Desde domingo não falei com mais ninguém, não tenho redes sociais sequer.

Liguei-lhe às 10h e ele disse que só tinha disponibilidade da parte da tarde. Fui levar o meu filho à escola às 13h e depois liguei ao Tiago. Fui ter com ele às 13h30/14h00. "
Fernando Mendes continuou a explicar o seguimento do dia. "O Tiago disse que íamos primeiro a Alvalade. Fomos ao encontro um do outro. Eu, ele e a mulher dele. Perto da casinha entreguei o saco das faixas ao Jojo e depois ficou lá a esposa dele, e eu e o Tiago fomos ao multiusos para o Tiago falar com o Bruno Jacinto para avisar que eu ia lá.".

"Foi o Tiago que foi falar com o Jacinto. Passava já das 15h. Fomos no carro dele e perto do Campus de Justiça apanhámos o Bruno Monteiro. Não percebi por que é que o Bruno Monteiro ia connosco. Não foi combinado comigo."

14h21 -
O arguido diz ter ido ao hotel meter as faixas e foi ao aeroporto reportar a situação a Jorge Jesus. "Tenho à vontade com ele e disse 'está aqui um jogador que teve atitude menos digna com os adeptos e tem de sentir o peso da camisola e não devia ter tido aquela atitude.'". 

Acuña, apercebendo-se de que estavam a falar dele insultou-o. Jorge Jesus, perante a situação, pediu a Fernando Mendes para se encontrarem "em nossa casa", ou seja, a Academia do Sporting em Alcochete. 

14h19 -
O julgamento inicia com o arguido Fernando Mendes a explicar o que aconteceu no jogo na Madeira. "O jogo acabou e os jogadores vieram agradecer aos sócios e aos adeptos todos junto à bancada. O resultado foi negativo e todo o mundo estava descontente, triste, desconsolados. Houve muitos adeptos que disseram 'saiam daí, vão embora'. Acuña esteve menos bem e como jogador e exemplo para jovens fez o gesto de um manguito para nós e aquilo indignou-me". 

10h19 -
O arguido disse ter saído da academia com um grupo que também estava a sair naquele momento. 

"O meu maior objetivo era ir lá para conseguir bilhetes e depois assistir ao treino", disse. 

10h17 -
Depois de Jorge Jesus ter pedido ajuda, Eduardo Nicodemus disse ter ido para a ala principal, onde encontrou Manuel Fernandes que praticamente o expulsou de lá. 

"Não vi nada mas ouvi gritos. Não percebi o que era aquilo. Depois fui-me embora".

10h12 -
Eduardo Nicodemus disse ter visto Jorge Jesus, que lhe pediu ajuda. "Ajuda-me lá, tu és mais velho, tens de me ajudar", contou o arguido de 48 anos em tribunal.

10h08 -
"Sigo de cara destapada, sozinho. Passo por um grupo de oito pessoas e um deles diz para pegar no colete que tinha vestido e pôr na cabeça". O arguido entrou na academia onde viu que o portão estava aberto e os seguranças a indicar para onde estariam os jogadores. 

11h04 -
Começa a falar o arguido Eduardo Nicodemus que disse ter ido à Academia do Sporting para tentar arranjar bilhetes para a final da Taça de Portugal. 

O arguido revelou que chegou à Academia por volta das 16h20 quando se deparou com jornalistas. "Pergunto a hora do treino e dizem 17h30. Esperei 10 minutos, não apareceu ninguém e voltei para trás". Eduardo Nicodemus disse ter visto dez carros com piscas ligados e percebeu que eram pessoas ligadas ao Sporting.

"Reconheci algumas pessoas e fiz marcha atrás, fui atrás dos carros até ao parque de estacionamento mas não cheguei a ver o primeiro grupo que entrou", revelou o arguido que disse que consigo estavam duas ou três pessoas com a cara destapada.

11h02 -
Ricardo Neves pediu uma segunda oportunidade ao tribunal, dizendo que é novo e que tem objetivos pessoais e profissionais.

"Acredito que mudei e não me revejo naquela pessoa, aprendi a respeitar o próximo. Sei o quanto prejudiquei aquelas pessoas. Quero uma oportunidade para provar que sou melhor pessoa", disse o arguido. 

10h59 -
O juiz presidente lamenta que seja preciso jovens adultos irem para a cadeia para aprender a respeitar o próximo. 

10h50 -
"Hoje em dia consigo ter um auto controlo diferente e controlar as minhas emoções", disse o arguido. 

Ricardo Neves afirmou que via as derrotas do clube com frustração mas que já não se exalta como antes. "Já não faz parte de mim ser assim", reforçou. 

10h46 -
Acuña ficou estupefacto quando levou a chapada de Ricardo Neves.

10h45 -
O arguido disse ainda que agora, ao olhar para trás, consegue "perceber que aqueles jogadores têm família. O trauma que deve ter sido após isso, dias e dias". Ricardo Neves disse ter-se sentido envergonhado, uma vez que não se revê "naquela pessoa". 

"Imagino o medo que deve ter sido estar no local de trabalho e ver 30 encapuçados sem saber qual era a intenção, o que traziam nos bolsos", disse Ricardo Neves, que disse apenas querer motivar o clube e não prejudicá-lo. 

O arguido disse ter pensado que os jogadores queriam prejudicar o clube porque o rendimento dos mesmos tinha piorado. 

10h32 - 
"Fico triste por só ter percebido a gravidade depois de ter sido detido", reforçou o arguido que disse não ter maturidade na altura e não ter pensado nas consequências. "Não conseguia pôr-me no lugar das outras pessoas". 

10h28 -
"Passei por eles e chego ao Acuña, que perguntou o que se estava a passar. Lembrei-me da situação da Madeira e dei-lhe uma chapada na cara", revelou Ricardo Neves que disse ter visto Jorge Jesus aos gritos. 

10h27 -
O arguido percorreu o balneário e diz lembrar-se de ver os jogadores sentados. Passou por eles um a um, de cara tapada, e confrontou-os. 

"Eram uns vendidos, uma vergonha. Não jogavam nada, não mereciam a camisola. Estava fora de mim", disse o arguido Ricardo Neves.

10h20 - Ricardo Neves disse ter entrado no edifício à procura dos jogadores, onde viu Manuel Fernandes e mais à frente passou por Bas Dost e cumprimentou-o com "um aceno na cabeça".

10h17 -
O arguido revelou que contornou a ala profissional depois de entrar a correr pela academia do Sporting e que foi na direção dos campos, onde só viu Jorge Jesus e funcionários. 

Depois de alguém ter dito que os jogadores estavam no edifício, Ricardo Neves diz ter visto tochas a ser atiradas e mandou a dele para o chão. O arguido disse não saber para onde foi parar e que só teve a perceção quando viu as imagens dos estragos. 

Depois de ver as imagens é que percebeu que o engenho pirotécnico foi para debaixo do carro de Nelson Pereira, da equipa técnica do clube.

10h14 -
Ricardo Neves foi adicionado ao grupo de whatsapp "Academia amanhã" e nas mensagens que enviou dizia: "já não acredito em nada. É bater em todos e pronto" e "é chegar e bater".

10h13 -
"O meu objetivo era parar o treino e contestar os jogadores", disse o arguido Ricardo Neves. 

O arguido disse em tribunal que não estava na Madeira e que se deixou influenciar e que "acima de tudo queria perceber o que havia entre adeptos e jogadores, tendo em conta o que aconteceu na Madeira após o jogo". 

10h06
- Começa a falar Ângelo Girão, guarda-redes de hóquei em Patins do Sporting e testemunha abonatória de Bruno de Carvalho, que disse que o antigo presidente do Sporting foi sempre um bom presidente e que estava com os jogadores em todos os momentos. 

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