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Bruno era ator e já tinha sido ameaçado de morte. Perdeu a vida depois de ter sido baleado em Moscavide

Família revelou que a vítima já tinha sido ameaçado de morte três dias antes pelo homicida, proferindo vários insultos racistas.
Lusa 26 de Julho de 2020 às 00:09
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Bruno era ator e já tinha sido ameaçado de morte. Perdeu a vida depois de ter sido baleado em Moscavide
A família do ator Bruno Candé Marques, que morreu este sábado baleado em Moscavide, concelho de Loures, exigiu "justiça célere e rigorosa" perante um crime que considerou "premeditado e racista".

Em comunicado, a família do ator, de 39 anos, refere que Bruno Candé Marques "foi alvejado à queima-roupa, com quatro tiros, na rua principal de Moscavide" e que "o seu assassino já o havia ameaçado de morte três dias antes, proferindo vários insultos racistas".

"Face a esta circunstância", a família considera que "fica evidente o caráter premeditado e racista deste crime" e exige que "a justiça seja feita de forma célere e rigorosa".

O comunicado realça que Bruno Candé Marques era ator da companhia de teatro Casa Conveniente desde 2010, tendo participando em telenovelas, como a "Única Mulher", da TVI, e "Rifar o Coração".

"Bruno, é uma pessoa extremamente afável e sociável, o tio preferido dos sobrinhos e um pai brincalhão, dedicado e ligado à família", pode ler-se no comunicado.

Sem mencionar a identidade da vítima, a PSP informou que um homem morreu, após ter sido baleado em várias partes do corpo, por outro homem, aparentando 80 anos, na Avenida de Moscavide, em Moscavide, Loures.

O suspeito foi detido e a arma de fogo apreendida.

SOS Racismo reclama "justiça"

Em comunicado, a associação SOS Racismo reclamou que a "justiça seja feita" contra um "crime com motivações de ódio racial".

"Hoje, pelas 14h, Bruno Candé Marques, cidadão português negro, foi assassinado com 4 tiros à queima roupa. O seu assassino já o havia ameaçado de morte três dias antes e reiteradamente proferiu insultos racistas contra a vítima", afirma o SOS Racismo em comunicado.

Para a associação, "o caráter premeditado do assassinato não deixa margem para dúvidas de que se trata de um crime com motivações de ódio racial".

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