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Correio da Manhã

Portugal
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Cabecilha dos assaltantes das armas de Tancos já foi libertado

João Paulino está obrigado a apresentações bidiárias e não pode contactar com os restantes arguidos.
Débora Carvalho 27 de Janeiro de 2020 às 19:20
João Paulino,  ex-fuzileiro, está em prisão preventiva  desde setembro de 2018 por suspeitas de ter liderado o assalto a Tancos
João Paulino, ex-fuzileiro, está em prisão preventiva desde setembro de 2018 por suspeitas de ter liderado o assalto a Tancos FOTO: Direitos Reservados
O cabecilha dos assaltantes do roubo das armas de Tancos, João Paulino foi libertado esta segunda-feira pelas 18h30.

A confirmação foi dada ao CM pelo advogado de João Paulino, Melo alves.

O ex-fuzileiro ficou com a medida de coação de apresentações bidiárias às autoridades e está também proibido de contactar com os restantes arguidos. João Paulino também não pode ausentar-se do País.

O arguido no processo Tancos estava em prisão preventiva.

Recorde-se que, segundo o Ministério Público, foi João Paulino quem combinou com os militares da GNR devolver as armas. A PJ Militar entrou também na encenação, simulando ter encontrado as armas.

O processo de Tancos tem 23 pessoas acusadas, entre as quais o ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes, que se demitiu do cargo em outubro de 2018 na sequência das revelações e da polémica em torno do caso.

A lista de arguidos inclui também o ex-diretor nacional da Polícia Judiciária Militar (PJM) Luís Vieira, o ex-porta-voz da PJM Vasco Brazão e o ex-fuzileiro João Paulino, apontado como cabecilha do furto das armas.

Aos arguidos são imputados crimes como terrorismo, associação criminosa, denegação de justiça, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influência, abuso de poder, recetação e detenção de arma proibida.

Nove dos 23 arguidos foram acusados de planear e executar o furto do material militar dos paióis nacionais e os restantes 14, entre os quais Azeredo Lopes, da encenação que esteve na base da recuperação do equipamento. O ex-ministro da Defesa foi acusado de prevaricação e denegação de justiça, abuso de poder e favorecimento pessoal.

O caso do furto das armas em Tancos foi divulgado pelo Exército a 29 de junho de 2017 com a indicação de que ocorrera no dia anterior, tendo a alegada recuperação do material de guerra furtado ocorrido na região da Chamusca, Santarém, em outubro de 2017, numa operação que envolveu a PJ Militar, em colaboração com elementos da GNR de Loulé.

Vários militares da GNR de Loulé foram acusados no processo.

Tancos João Paulino crime lei e justiça
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