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Correio da Manhã

Portugal
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Cabelo pintado, bigodes esquisitos e tatuagens racistas fora da PSP

Magina da Silva difundiu despacho com novas normas para a PSP.
Miguel Curado 26 de Setembro de 2020 às 09:42
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Cabelo pintado, bigodes esquisitos e tatuagens racistas fora da PSP
O despacho difundido esta semana para o dispositivo pelo diretor-nacional da PSP, Magina da Silva, e que define as normas de apresentação e aprumo dos agentes em serviço, e fora dele, tem ordens tão diversas como o impedimento, decretado às mulheres, de usarem vestidos ou saias curtas nas esquadras.

Os cabelos pintados com cores “não naturais” estão igualmente proibidos, a homens e mulheres. Aos agentes estão ainda interditos os bigodes encaracolados. As tatuagens são outro obstáculo. A direção da PSP admite-as, mas apenas acima do cotovelo. Os polícias que tiverem tatuagens de “teor racista” têm seis meses para as retirar. O uso de telemóvel em serviço é permitido, mas “só pelo tempo necessário para assuntos urgentes”.

Outros equipamentos eletrónicos estão proibidos. Fonte oficial da PSP disse ao CM que este despacho “visa criar equilíbrio entre as tendências mais modernas de estar, e uma imagem impactante junto dos cidadãos”. O SUP e o SINAPOL dizem ir avançar com queixas para a Provedoria de Justiça sobre este despacho, por acharem que “interfere com os direitos dos polícias”.
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