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Portugal
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"Foram dias muito difíceis": João Loureiro chega a Portugal após polémica com avião de droga. Veja as imagens

Ex-presidente do Boavista estava no voo de São Paulo para Salvador, no Brasil, onde foi apreendida cocaína.
Correio da Manhã e Lusa 5 de Março de 2021 às 15:53
João Loureiro já está no aeroporto do Porto após polémica com avião da droga no Brasil
João Loureiro já está no aeroporto do Porto após polémica com avião da droga no Brasil
João Loureiro já está no aeroporto do Porto após polémica com avião da droga no Brasil
João Loureiro já está no aeroporto do Porto após polémica com avião da droga no Brasil
João Loureiro já está no aeroporto do Porto após polémica com avião da droga no Brasil
João Loureiro já está no aeroporto do Porto após polémica com avião da droga no Brasil
João Loureiro já está no aeroporto do Porto após polémica com avião da droga no Brasil
João Loureiro já está no aeroporto do Porto após polémica com avião da droga no Brasil
João Loureiro já está no aeroporto do Porto após polémica com avião da droga no Brasil
João Loureiro chegou esta sexta-feira ao Aeroporto do Porto. O ex-presidente do Boavista estava no voo de São Paulo para Salvador, no Brasil, antes de ter sido apreendida uma grande quantidade de cocaína no avião privado.

À chegada a Portugal, e em declarações aos jornalistas, Loureiro afirmou que se sentia bem, mas cansado, acrescentando que vai falar sobre o assunto "no momento certo". "Estou muito feliz por chegar à minha cidade", acrescentou. Ex-dirigente dos axadrezados admitiu, no entanto que "foram dias muito difíceis".


João Loureiro viajou num avião da AirFrance de São Paulo para Paris, esta manhã, e chegou ao Porto por volta das 15h25.

Recorde-se que o CM contactou o ex-presidente do Boavista sobre o caso da droga no avião: "Viajei de São Paulo para Salvador, onde, quando, me é comunicado um atraso no voo para Portugal, decidi, tal como o Bruno Carvalho Santos e Hugo Cajuda, regressar a São Paulo para regressar a Portugal num voo comercial, pelo que, como sempre disse, quando a apreensão é feita em Salvador, eu e eles estávamos em São Paulo".

Recorde o caso
Depois de descolar de Tires, às 14h20 de 27 de janeiro, o avião privado aterrou no aeroporto de Salvador, no estado da Bahia, pelas 21h15, hora local e, posteriormente, descolou de Salvador para o aeroporto de Jundiaí, no Estado de São Paulo, onde ficou estacionado cerca de uma semana.

Fontes ligadas à investigação explicaram à Lusa que nesse período as chaves da aeronave estiveram na posse de "pessoas estranhas ao voo e à operação", as quais foram entregues pela tripulação, após autorização da administração da OMNI. A Lusa questionou a empresa de voos privados a quem autorizou a entrega das chaves, mas a mesma escusou-se a responder reiterando que é caso está em investigação e que é "totalmente alheia" aos factos relacionados com a apreensão da droga.

O Falcon 900 descolou depois de Jundiaí rumo a Salvador e, durante o voo, o comandante detetou falhas mecânicas, tendo solicitado uma inspeção técnica à aeronave.

Segundo o manifesto de voo da OMNI, a que a Lusa teve acesso, na viagem de Jundiaí para Salvador, realizada em 06 de fevereiro, seguiam a bordo, como passageiros, os empresários João Loureiro e Mansur Herédia, de nacionalidade espanhola, que se encontra em paradeiro incerto.

Durante a inspeção técnica foram descobertos pacotes suspeitos e chamada a polícia, que apreendeu a cocaína escondida na fuselagem da aeronave, a qual tinha sido dividida em embalagens com logótipos de marcas desportivas conhecidas.

Na mensagem enviada à Lusa, João Loureiro agradece ainda "todas as mensagens de carinho e solidariedade" que recebeu de "muitos portugueses, que compreenderam as difíceis condições" pelas quais passou nas últimas semanas, "devido à firme vontade" de contar a sua versão dos factos às autoridades brasileiras, explicando essa opção.

"Após o conhecimento que tomei da situação que todos conhecem, por respeito e vontade de colaboração com a justiça, [decidi]permanecer corajosamente no Brasil para, em primeira mão, prestar as minhas declarações junto às autoridades do país onde os acontecimentos tiveram lugar. Muitos no meu lugar seguramente não fariam o mesmo, o que, em meu entender, não tem sido devidamente valorizado", lamenta o empresário.

João Loureiro deixa também um desejo.

"Só espero que um dia os seus verdadeiros responsáveis venham a ser descobertos por quem de direito, as autoridades competentes. Aliás, obviamente que se as autoridades competentes nacionais assim o entenderem, estou completamente disponível para também as esclarecer no momento próprio, como fiz com as brasileiras", revela o advogado.

João Loureiro assume não guardar rancor, "mesmo a alguns que tudo fizeram para injustamente denegrir e menorizar" o seu nome, "vaticinando até (mal) que nem poderia regressar ao meu país e tantas outras coisas mais".

"Sinceramente, não entendo a razão de ser de tanta incompreensão ou até ódio que por vezes têm por mim. Mas não sou de me ficar a lamentar, aceito o que a vida me traz, mesmo quando como neste caso é muito madrasta, e tenho o dever de seguir em frente, sobretudo quando sei nada de mal ter feito quanto à questão em apreço", salienta Loureiro.

O empresário recorda que o processo está em segredo de justiça, assumindo que agora "é o tempo de dar espaço à justiça para atuar" e de ele descansar junto da família.

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