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Correio da Manhã

Portugal
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‘Coca’ escondida em bananas vale 41 milhões de euros

825 kg escondidos em caixas que vieram de barco da Colômbia.
Sérgio A. Vitorino 9 de Janeiro de 2020 às 08:20
Primeira grande apreensão do ano permitiu tirar 825 kg de ‘coca’ do mercado
Cocaína (imagem ilustrativa)
Primeira grande apreensão do ano permitiu tirar 825 kg de ‘coca’ do mercado
Cocaína (imagem ilustrativa)
Primeira grande apreensão do ano permitiu tirar 825 kg de ‘coca’ do mercado
Cocaína (imagem ilustrativa)

Os 825 quilos de cocaína foram colocados às escondidas pela rede de tráfico, na Colômbia, numa palete, entre centenas, que devia carregar uma tonelada de bananas dividas por meia centena de caixas. Mas bananas só mesmo por cima. O resto eram tijolos de ‘coca’ com marcas de produtores e destinatários: Rolex, Alba, 2014 ou um trevo de quatro folhas. Mas tiveram azar.

A PJ soube que a droga - que renderia na rua cerca de 41 milhões de euros - chegara por navio ao porto de Setúbal e que acabara transferida para um armazém de frutas na zona do Grande Porto. A Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ e a diretoria do Norte avançaram e apreenderam os 825 quilos de cocaína. "Não há para já detidos e a investigação vai prosseguir", disse Artur Vaz, diretor da UNCTE/PJ, assegurando que pela grande quantidade a droga não ficaria em Portugal e seria distribuída pela Europa.

Foi a primeira grande apreensão deste novo ano, após a PJ ter fechado 2019 com quase 10 toneladas de cocaína apreendida (haviam sido 5,5 toneladas em 2018 e 2,7 em 2017). "Há grande produção de cocaína na América do Sul e isso provoca pressão. As redes usam meios diversos para fazer chegar a droga à União Europeia: cargas de fruta, madeira, contentores, veleiros, barcos, correios por avião, via postal... A Europa é o maior consumidor de cocaína e onde ela é mais procurada e vendida. O porto de Antuérpia [Bélgica], por exemplo, apreendeu o ano passado 60 toneladas de cocaína - e outras 60 foram-no na origem", adiantou Artur Vaz.

Os proprietários do armazém de fruta onde a droga foi encontrada escondida nada saberiam do esquema. "É costume estas redes parasitarem negócios legítimos para não se exporem, principalmente no tráfico por via marítima", afirmou.

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