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Correio da Manhã

Portugal
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“Confesso tudo, fiz o que não devia”, diz ex-funcionária do clube EDP

Mulher justifica burla com despesas altas. Desviou 757 mil euros do clube.
Ana Isabel Fonseca 22 de Fevereiro de 2018 às 09:10
Tribunal de São João Novo, no Porto
Tribunal de São João Novo, no Porto FOTO: Rafaela Cadilhe
Maria da Graça Almeida confessou esta quarta-feira no Tribunal de São João Novo, no Porto, que, entre 2005 e 2016, desviou 757 mil euros do Clube de Pessoal da EDP - uma associação que é, em grande parte, financiada pela própria EDP.

Para tal, a arguida, que era secretária-geral, inventou dois trabalhadores-fantasma para os quais transferia salários. "Confesso tudo. Eu tinha muitas despesas e fiz aquilo que não devia. O meu marido esteve desempregado muitos anos e eu tinha prejuízo em duas empresas", disse a mulher, de 55 anos.

A arguida negou, no entanto, a participação do marido, Vítor Almeida, que também está a ser julgado, mas ficou ontem em silêncio. Maria Graça admitiu que parte do dinheiro era transferida para a conta do marido, mas que aquele não sabia do esquema. "Era eu que mexia dinheiro, que controlava tudo", contou Graça.

Foram já ontem feitas as alegações finais, tendo o procurador pedido a condenação do casal. Já o advogado dos arguidos pediu a condenação de Graça e a absolvição de Vítor e lançou duras críticas à antiga direção do Clube de Pessoal da EDP por não fiscalizar as contas.
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