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Correio da Manhã

Portugal
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Coveiro aposentado abusa sexualmente da neta deficiente

Jovem sofre de esquizofrenia paranoide e tinha 18 anos. Homem condenado a cinco anos e quatro meses de cadeia.
João Nuno Pepino 11 de Fevereiro de 2020 às 01:30
Tribunal de Santarém
Tribunal de Santarém
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Tribunal de Santarém

Um coveiro aposentado foi condenado a cinco anos e quatro meses de prisão por ter abusado sexualmente de uma neta deficiente, na casa da própria vítima, em Torres Novas. O arguido, de 76 anos, estava inicialmente acusado pelo Ministério Público (MP) de violação agravada, mas o Tribunal de Santarém condenou-o por um crime de abuso sexual de pessoa incapaz, num julgamento que se prolongou ao longo de quase um ano.

O caso ocorreu em maio de 2018, em Torres Novas, na casa onde a vítima residia com a mãe e outros quatro irmãos, e que o agressor frequentava regularmente até ser colocado em prisão preventiva, à ordem deste processo. 

O coletivo de juízes deu como provado que o avô, depois de tentar despir e apalpar as partes íntimas da neta na cozinha, consumou a agressão sexual no quarto, para onde a vítima tinha fugido.

A jovem, que sofre de esquizofrenia paranoide e tinha 18 anos na data do crime, não conseguiu resistir ao ímpeto e à força física do agressor, que a obrigou a manter relações sexuais sem qualquer proteção. Segundo a acusação do Ministério Público, a jovem, apesar de ter oferecido resistência ao avô, não tem consciência da sua autodeterminação sexual, devido à doença de que sofre.

O facto do cão da família ter ladrado com insistência chamou a atenção de um irmão da vítima, que se deparou com o avô ainda prostrado sobre a adolescente, com as calças para baixo, dizendo que aquilo não era o que parecia. O rapaz impediu o avô de se ir embora até à chegada da mãe, que tinha saído há poucos minutos para ir comprar pão para o lanche, e foi a mulher quem apresentou queixa-crime no posto da GNR de Torres Novas.

PORMENORES 
Família
Na altura em que aconteceram os factos que resultaram na acusação do Ministério Público, residiam na casa onde decorreram os crimes seis pessoas. A vítima, que na altura tinha 18 anos, vivia com a mãe e quatro irmãos, apenas um mais velho do que ela.

Tentou fugir da casa
Ao ser apanhado em flagrante delito por um dos netos a abusar da vítima, o arguido ainda tentou fugir da casa, mas foi impedido pelo irmão mais velho da vítima, até à chegada da mãe, que o denunciou à GNR.

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