Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
9

Detetive acredita que Maddie foi raptada e está viva

David Edgar defende que a criança foi levada por um grupo com ligações ao tráfico sexual.
Cátia Andrea Costa / SÁBADO 20 de Novembro de 2018 às 22:31
Maddie McCann
Maddie McCann
Maddie McCann
Madeleine McCann
Maddie
Maddie McCann
Maddie McCann
Maddie McCann
Madeleine McCann
Maddie
Maddie McCann
Maddie McCann
Maddie McCann
Madeleine McCann
Maddie

"Até ser encontrado um corpo, há esperança." A frase é de um antigo detetive privado David Edgar, que trabalhou no caso do desaparecimento de Madeleine McCann, na Praia da Luz, Algarve, em 2007. O investigador acredita que Maddie foi raptada por um grupo com ligações ao tráfico sexual, mas que ainda está viva.

A teoria do detetive, que trabalhou durante três anos com os pais de Maddie, foi expressa numa entrevista ao jornal britânico The Sun. "Estamos a aproximar-nos do 12º aniversário [do desaparecimento] e é um intervalo de tempo significativo. Mas acredito que Maddie pode estar viva e que alguém está a proteger os seus raptores", defendeu Edgar, para quem a agora jovem de 15 anos de idade terá sido escondida pelos criminosos em Portugal ou até mesmo Espanha.

Ainda assim, esta última hipótese parece mais improvável, pois "as hipóteses de terem retirado [a criança] do país sem serem detetados são extremamente baixas". "É muito provável que esteja aprisionada num sítio qualquer, sem ter noção de quem realmente é e que foi alvo de uma operação de busca mundial", afirmou Edgar.

Esta entrevista surgiu depois de ser revelado que o ministério do Interior britânico atribuiu mais 150 mil libras (172 mil euros), por um período de seis meses até 31 de Março de 2019, à polícia britânica para continuar a investigar o desaparecimento de Madeleine.

Este financiamento é uma resposta ao pedido feito recentemente pela polícia britânica, que abriu a investigação, chamada "Operação Grange", em 2011, para rever toda a informação disponível, abrindo um inquérito formal no ano seguinte.

Dos 29 detetives inicialmente envolvidos restam apenas quatro dedicados ao caso, que na última actualização adiantaram que estavam a seguir algumas "linhas de investigação cruciais", sem revelar mais detalhes.

Desde 2011, estima-se que esta operação tenha custado ao Governo britânico cerca de 11,75 milhões de libras (13,5 milhões de euros).

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)