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Correio da Manhã

Portugal
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EDP vai ser constituída arguida no processo das rendas excessivas

Ministério Público pede que em representação da EDP Carlos Mata seja ouvido até 24 de julho.
Jornal de Negócios 12 de Julho de 2020 às 22:22
EDP
EDP FOTO: Reuters

A empresa EDP vai ser constituída arguida no processo das rendas excessivas, avança a RTP, que teve acesso ao processo.

De acordo com a RTP, o Ministério Público pede que em representação da EDP Carlos Mata seja ouvido até 24 de julho.

No pedido, que deu entrada na quinta-feira, o Ministério Público pede que o antigo secretário de Estado Artur Trindade seja também ouvido na condição de arguido, por causa da contratação do pai pela EDP.  

Questionada pela RTP, a EDP não quis fazer comentários. "Não fomos notificados desta iniciativa processual do processo Contratos de Aquisição de Energia/Custos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual e, como tal, não fazemos quaisquer comentários", respondeu a empresa em comunicado.

Na semana passada, António Mexia, João Manso Neto e João Conceição viram Carlos Alexandre aplicar-lhes as medidas de coação pedidas pelo Ministério Público, com a suspensão de funções dos primeiros dois e pesadas cauções.

Os gestores e o ex-ministro Manuel Pinho são acusados de beneficiar a EDP indevidamente em 1,2 mil milhões de euros.

O inquérito investiga os procedimentos relativos à introdução no setor elétrico nacional dos Custos para Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC), tendo António Mexia e João Manso Neto sido constituídos arguidos em junho de 2017 por suspeitas de corrupção ativa e participação económica em negócio.

O processo das rendas excessivas da EDP está há cerca de oito anos a ser investigado pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

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