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Correio da Manhã

Portugal
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Empresário nega que Grupo Lena tenha subornado José Sócrates

Juiz questiona negócios com José Sócrates no âmbito da Operação Marquês.
Débora Carvalho 31 de Janeiro de 2020 às 01:30
Joaquim Paulo da Conceição
Joaquim Paulo da Conceição, presidente executivo do Grupo Lena
Joaquim Paulo da Conceição é Presidente da Comissão Executiva (CEO) do Grupo Lena
José Sócrates
Joaquim Paulo da Conceição
Joaquim Paulo da Conceição, presidente executivo do Grupo Lena
Joaquim Paulo da Conceição é Presidente da Comissão Executiva (CEO) do Grupo Lena
José Sócrates
Joaquim Paulo da Conceição
Joaquim Paulo da Conceição, presidente executivo do Grupo Lena
Joaquim Paulo da Conceição é Presidente da Comissão Executiva (CEO) do Grupo Lena
José Sócrates

Joaquim Paulo Conceição negou esta quinta-feira perante o juiz Ivo Rosa que o Grupo Lena, do qual é representante legal, tenha subornado José Sócrates.



O empresário foi ouvido na qualidade de testemunha durante várias horas. O juiz de instrução centrou as perguntas nos negócios celebrados pelo grupo de Leiria, designadamente através das empresas XLM e XMI, e no papel que Carlos Santos Silva, ex-administrador do Grupo Lena e amigo de Sócrates, detinha nas mesmas. Santos Silva e Joaquim Barroca eram, segundo a acusação, os intermediários do pagamento de subornos ao antigo governante.

Foi a defesa de Barroca que o chamou a tribunal já depois de Sócrates ter sido interrogado. Conceição chegou a ser constituído arguido na fase de inquérito do Processo Marquês mas não foi acusado pelo Ministério Público.

A acusação sustenta que o Grupo Lena "desenvolveu contactos através de Carlos Santos Silva, de forma a procurar obter o apoio do poder político". O Ministério Público acredita que saíram pelo menos seis milhões de euros do Grupo Lena para pagar favores a Sócrates. Em fevereiro é interrogado Joaquim Barroca.

PORMENORES
Grupo Lena muda de nome
O Grupo Lena mudou de nome e chama-se agora Grupo Nov. Foi dos que mais lucrou com contratos da Parque Escolar.

28 arguidos no processo
Foram acusados 28 arguidos na Operação Marquês, entre os quais o antigo primeiro-ministro, José Sócrates, e o ex-banqueiro Ricardo Salgado.

34 milhões para Sócrates
Sócrates recebeu, segundo a acusação, 34 milhões de euros em luvas entre 2006 e 2015, pagas pelo Grupo Lena, Grupo Espírito Santo e representantes do resort Vale do Lobo.

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