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Correio da Manhã

Portugal
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“Este caso mostra só a ponta do icebergue”: agente da PSP de Ponte de Lima dava dicas a gang de ladrões

Procuradora pede condenação de agente da polícia por furtos.
Liliana Rodrigues 16 de Outubro de 2020 às 08:48
Gang foi desmantelado pela Investigação Criminal da GNR de Braga
Carlos Alfaia dava dicas aos outros
Gang foi desmantelado pela Investigação Criminal da GNR de Braga
Carlos Alfaia dava dicas aos outros
Gang foi desmantelado pela Investigação Criminal da GNR de Braga
Carlos Alfaia dava dicas aos outros
O Ministério Público de Braga entende que Carlos Alfaia, agente da PSP em Ponte de Lima, deve ser condenado por dois furtos qualificados e por associação criminosa. Esta quinta-feira, nas alegações finais do julgamento do gang que, além de assaltos milionários a casas de luxo em todo o Minho, roubou ainda o conteúdo de 58 dos 60 cofres particulares do banco Santander no centro de Braga, a procuradora afirmou que a investigação "apenas descobriu a ponta do icebergue da conduta criminosa dos arguidos".

No banco dos réus sentam-se dez arguidos, entre os quais um PSP, que está acusado de ter dado informação sobre possíveis alvos a assaltar. "Carlos Alfaia tinha notórios problemas financeiros, percetíveis nas escutas. Compactuava com os arguidos, não estava fisicamente nos furtos, mas era notória a colaboração com os restantes arguidos e tem de ser condenado", afirmou a procuradora, pedindo igualmente a condenação dos restantes acusados no processo, investigado pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Braga.

Só no caso do ataque ao Santander, durante a noite de S. João, em 2018, arrecadaram um total de cerca de 4 milhões de euros. "Não há simples coautoria, não é um simples gang. Há uma estrutura articulada. Alfaia dava dicas, os operacionais faziam vigilâncias. O facto de terem conseguido desfazer-se de grande parte do dinheiro e bens roubados no banco em tão poucos dias mostra bem a capacidade da estrutura", rematou.
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