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Correio da Manhã

Portugal
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Falhas do piloto matam duas pessoas em praia na Caparica

Erros na gestão da emergência fatais para Sofia e José.
Sérgio A. Vitorino 14 de Dezembro de 2018 às 01:30
Sofia morreu colhida por avião na Costa da Caparica
José morreu colhido por avião na Costa da Caparica
Acidente aconteceu na Costa da Caparica
Sofia morreu colhida por avião na Costa da Caparica
José morreu colhido por avião na Costa da Caparica
Acidente aconteceu na Costa da Caparica
Sofia morreu colhida por avião na Costa da Caparica
José morreu colhido por avião na Costa da Caparica
Acidente aconteceu na Costa da Caparica
Falhas" e "falta de preparação" do piloto instrutor da avioneta na "gestão da emergência" provocaram as duas mortes na praia de São João, na Costa de Caparica, em Almada.

A 2 de agosto de 2017 a aeronave pilotada por Conde de Almeida, de 67 anos, e o aluno Rui Relvas, de 27, aterrou de emergência após ter ficado sem motor devido a um defeito na válvula de um carburador, que cortou combustível.

As conclusões são do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves, num relatório ontem publicado sobre o incidente que matou Sofia António, de 8 anos, e José Lima, de 56, que estavam à beira-mar quando foram atingidos pelo Cessna.

O relatório aponta para a responsabilização do piloto, o que poderá ser valorizado pela Polícia Judiciária de Setúbal e pelo Ministério Público na investigação judicial em curso.

Os especialistas referem a "omissão de verificação de itens da lista", "omissão de passos do procedimento", "falha em priorizar tarefas", "perda de perceção situacional", "excesso de confiança", "falha de liderança" e "julgamento tardio", entre outras falhas apontadas a Conde de Almeida. 

PORMENORES 
Rolou 245 metros na praia
Era a lição de voo nº 39, com saída de Tires para Évora e volta. Avaria ocorreu pouco depois da descolagem. A avioneta planou 5 km em 77 segundos até aterrar de emergência na praia, onde ainda rolou 245 metros.

Outras alternativas
Os investigadores fizeram voos de teste. Concluíram que o piloto podia ter aterrado de emergência do lado norte do Tejo ou escolhido outro local do lado sul (foram identificados 3). O GPIAA não encontrou evidências do treino em amaragens nem coletes salva-vidas na aeronave.
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