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Correio da Manhã

Portugal
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Falta de prova absolve agricultor de 39 anos acusado de matar mãe

Homem libertado após mais de um ano em prisão preventiva acusado de matar a progenitora.
Patrícia Moura Pinto 20 de Novembro de 2019 às 08:40
Manuel Limões foi libertado pelo tribunal após ter sido absolvido do crime de homicídio
Áurea tinha 67 anos
Manuel Limões foi libertado pelo tribunal após ter sido absolvido do crime de homicídio
Áurea tinha 67 anos
Manuel Limões foi libertado pelo tribunal após ter sido absolvido do crime de homicídio
Áurea tinha 67 anos
A "ausência total de prova" levou esta terça-feira o Tribunal de Vila Real a absolver o agricultor, de 39 anos, que estava a ser julgado pelo homicídio da mãe, na localidade de Bragadas, Ribeira de Pena. Manuel Limões estava acusado dos crimes de homicídio qualificado e de profanação de cadáver relativamente à morte da progenitora, em outubro do ano passado. Foi libertado após ter estado um ano em prisão preventiva.

O presidente do coletivo de juízes considerou não existir "prova válida" de que o arguido tenha sido o autor do crime, referindo a falta de vestígios, nomeadamente do sangue da vítima, quer no arguido, quer na bagageira do carro.

Nuno Ferreira, advogado de Manuel Limões, mostrou-se satisfeito com o resultado: "Entendemos que se fez justiça, não nos podemos esquecer que tínhamos um cidadão preso há mais de um ano por factos que não cometeu."

O defensor acusa a Polícia Judiciária de um interrogatório mal conduzido e afirma que "está a correr um processo crime contra os agentes que conduziram esse interrogatório". Acusa os inspetores de criarem "uma novela" e de, perante a denúncia e desaparecimento da vítima, "tentarem encontrar, sem cumprir as regras, um responsável por esse desaparecimento".

O agricultor estava em prisão preventiva desde outubro de 2018, altura em que Áurea Limões Mirandela, de 67 anos, desapareceu. O corpo foi encontrado a 23 de dezembro, a cerca de um quilómetro da aldeia, numa zona de mato e junto a uma linha de água.

PORMENORES
Detenção
O arguido foi detido pela PJ antes de ter sido encontrado o corpo da mãe. O cadáver só viria a ser descoberto dois meses depois, em dezembro, por caçadores no meio de mato e silvas.

Acusação
A acusação do Ministério Público referia que o arguido agrediu a mãe com uma bengala por não lhe ter dado 20 euros. Depois acusa-o de lhe apertar o pescoço até a sufocar e de abandonar o corpo.

Sem vestígios
O juiz lembrou, na leitura do acórdão, que a autópsia foi inconclusiva. Acentuou, por outro lado, que não há testemunhas e os vestígios de sangue encontrados na sua roupa eram de animal.
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