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Correio da Manhã

Portugal
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Foge do marido após agressão

Com as mãos a sangrar, um olho negro e a chorar convulsivamente, Fátima conseguiu pedir ajuda à vizinha. Tinha sido violentamente espancada pelo marido, mas só às 5h00, quando o sono o venceu, é que a vítima conseguiu sair de casa. Fátima tem 38 anos, mora em Vila Boa do Bispo, Marco de Canaveses, e os maus-tratos são uma constante. Ontem, foi hospitalizada e temporariamente deixou a casa que partilha com o agressor. Agora, refugiou-se em casa da mãe, em Baião.

1 de Maio de 2012 às 01:00
Ana Fernandes (à esq.) e Joana Sousa são vizinhas de Fátima e temem pela segurança da vítima de violência doméstica
Ana Fernandes (à esq.) e Joana Sousa são vizinhas de Fátima e temem pela segurança da vítima de violência doméstica FOTO: direitos reservados

"Chegou a minha casa toda ensanguentada, com o olho muito pisado e o corpo que metia dó. Só conseguiu fugir quando ele adormeceu", contou Margarida, a vizinha que alertou a GNR. "Só dizia que ele a ia matar. O nosso medo é que ela volte para ele e que isso seja o fim da Fátima", continuou Ana Fernandes, também vizinha. "Costumo ouvir os gritos e acudi-la, mas ontem não pensei que fosse tão grave", contou Joana Sousa.

O relato feito por Fátima era impressionante. Disse que o marido, Joaquim, de 43 anos, a trancou em casa, abafou-lhe os berros com uma almofada, agrediu-a no rosto, mordeu-a no pescoço, no peito e no braço e, por fim, cortou-lhe dedos e unhas com uma tesoura de jardinagem.

A filha, de 16 anos, que vive com a avó materna, lamentava a sorte da mãe. "Ela está muito mal", disse ao CM, garantindo que Fátima irá agora morar com elas.

O agressor foi identificado pela GNR. É um homem com problemas mentais, cujo a ingestão de álcool potencia as agressões.

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