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Correio da Manhã

Portugal
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Forças Armadas fazem apelo à demissão do ministro e à defesa do CEMGFA

Ministro sugeriu que o CEMGFA deveria demitir-se caso ache que não consegue cumprir as medidas do Governo.
Sérgio A. Vitorino 21 de Julho de 2019 às 09:34
João Gomes Cravinho, ministro da Defesa Nacional
João Gomes Cravinho
João Gomes Cravinho, ministro da Defesa Nacional
João Gomes Cravinho
João Gomes Cravinho, ministro da Defesa Nacional
João Gomes Cravinho
Centenas de militares, muitos oficiais superiores dos três ramos, no ativo e na reserva, partilharam ontem um manifesto pela demissão do ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, e em defesa do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), almirante Silva Ribeiro.

O ministro sugeriu que o CEMGFA deveria demitir-se caso ache que não consegue cumprir as medidas do Governo, após o chefe militar alertar para a "insustentável" falta de efetivo que "ameaça as missões".

No documento, o tenente-coronel (na reforma) Brandão Ferreira diz que o CEMGFA falou "verdade". A reação do ministro foi "miserável", "com os pés".

"Convidou sibilinamente o CEMGFA a demitir-se, ficando no ar a ameaça de o fazer. O confronto vai ser inevitável", interpreta.

Os chefes do Exército, Marinha e Força Aérea - que "não são boys" partidários - devem "unir-se e atuar como um bloco".

"Deve ser enviada a mensagem: caso pensem em demitir alguém, ninguém assumirá o cargo." Oficiais superiores ouvidos pelo CM atacam o "recado por jornais" de Cravinho aos chefes , "em assuntos estruturantes por resolver há muito tempo, como o próprio ministro reconheceu".
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