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Correio da Manhã

Portugal
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Forçou mulher a confessar que era estrela de filmes porno e acabou na cadeia

Vítima era agredida e ameaçada de morte pelo arguido, de 42 anos, sempre que negava qualquer relação com o cunhado.
Nelson Rodrigues 1 de Outubro de 2020 às 01:30
Violência doméstica
Violência doméstica
Fantasiou que a mulher o traía com o seu irmão (cunhado dela) e começou a espancá-la para que assumisse a falsa relação. Sempre que a vítima negava, o arguido, de 42 anos, apertava-lhe o pescoço com as duas mãos ou ameaçava-a de morte com um x-ato. Mostrava-lhe ainda filmes pornográficos com o tema ‘cunhados’ e forçava-a a assumir que era ela a protagonista. Esta quarta-feira, o Tribunal de S. João Novo, Porto, condenou-o a quatro anos e quatro meses de prisão efetiva por dois crimes de violência doméstica agravada.

"Esta foi uma cisma que o senhor desenvolveu e que alimentava. Era uma verdadeira obsessão quando a instava a confessar que a relação existia", disse o juiz Pedro Brito, na leitura do acórdão.

O arguido, que está em prisão preventiva, já tem um longo cadastro criminal. Anteriormente, já cumpriu três períodos de reclusão por falsificação, sequestro, recetação, burla e uma violação cometida na cadeia. "Tem uma panóplia de crimes invejável, mas no mau sentido, é claro. Até preso comete crimes", frisou o magistrado.

O arguido foi condenado pelos dois crimes cometidos contra a mulher e uma filha. Estava ainda acusado de maus-tratos aos outros dois filhos menores, mas foi ilibado. "O senhor alimentou falsamente a esperança de que ia sair em liberdade. Tem uma dependência severa de cocaína e precisa de se tratar. A sua mulher está fragilizada. Ninguém merece ser tratado desta forma", salientou o juiz. O agressor sempre negou os crimes.
Porto Tribunal de S. João Novo crime lei e justiça prisão punição / sentença tribunal questões sociais
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