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Correio da Manhã

Portugal
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Fronteira sem controlo de saúde por falta de profissionais

Falta de enfermeiros inviabilizou o controlo médico nas fronteiras.
Luís Oliveira 6 de Abril de 2020 às 08:15
Polícias têm fiscalizado a entrada de viaturas e pessoas
Polícias têm fiscalizado a entrada de viaturas e pessoas FOTO: Nuno André Ferreira

O controlo sanitário não está a ser feito nos nove pontos de fronteiras terrestres onde se pode circular porque "não há meios materiais e humanos para o fazer", sobretudo de enfermeiros - imprescindíveis para essa operação. A falta do controlo nas fronteiras está a ser apontada como sendo "das grandes falhas" do País no plano de contenção e erradicação do novo coronavírus.

Num primeiro momento estava previsto o controlo médico efetivo nas fronteiras terrestres, isso mesmo foi referido pelo ministro da Administração Interna na manhã do dia 16 de março, quando anunciou que as fronteiras iriam ser repostas. Mas, duas horas depois, foi confrontado com a dura realidade de falta de meios e deixou cair a ideia.

O CM sabe que o controlo sanitário nas fronteiras deixou de se fazer porque os espanhóis também não o fizeram. "Ficou acordado tacitamente entre os dois países que o controlo iria ser rigorosamente igual nos dois lados da fronteira", diz ao CM fonte policial transfronteiriça, confirmando que o não controlo médico das milhares de pessoas que atravessaram a fronteira "ajudou a propagar a contaminação do coronavírus" em Portugal.

Desde que está em vigor o estado de emergência, entraram na fronteira de Vilar Formoso 15 mil camiões, quatro mil veículos ligeiros e foram fiscalizadas 25 mil pessoas. De acordo com o relatório da Direção-Geral da Saúde deste domingo, foram importados de Espanha 157 casos de coronavírus, 115 de França e 41 da Suíça. Muitos passaram nas fronteiras terrestres.

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