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Correio da Manhã

Portugal
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Fuzileiros partem para vigiar a Rússia

Militares falam em saudades das famílias em quatro meses de missão.
Sérgio A. Vitorino 16 de Maio de 2018 às 08:28
Militares despedem-se das namoradas
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Foi no Dia da Família, ontem celebrado, que 128 fuzileiros deixaram no aeroporto, entre abraços, beijos e algumas lágrimas, filhos, mulheres e namoradas, e partiram para a Lituânia, onde até setembro estarão numa operação da Nato, na nova ‘Guerra Fria’ e com a missão de vigiar a Rússia. "Vão ser quatro meses, mas vai parecer um ano", lamentou ao CM Alice Borges, namorada do cabo Ricardo Bolinhas.

"A maior dificuldade é mesmo a distância da família. O resto é tranquilo. Tivemos um bom treino, estamos preparados", explicou o militar, respondendo aos receios de Alice: "Há sempre medo que aconteça alguma coisa. Vai ser complicado. Temos de aguentar por ele."

Em Portugal, fica a preocupação e a saudade, atenuada ao telefone e internet. Para a Lituânia seguiu uma força preparada. "Para as famílias, é sempre um peso. Para nós, o desafio está em fazer o melhor e credibilizar os fuzileiros, a Marinha e Portugal", afirmou ao CM Frederico Côrte-Real, segundo-comandante. "A missão é no âmbito das medidas de tranquilização da Nato, presença militar e dissuasão no contexto internacional", disse. Esse contexto é a intervenção militar da Rússia na Ucrânia, em 2014.

O almirante Silva Ribeiro, Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, deu como decisivas a "eficácia operacional, grande flexibilidade tática, elevada disciplina e inquebrantável coesão" dos ‘fuzos’. Mendes Calado, Chefe da Armada, destacou o regresso da elite às missões internacionais, o que já não acontecia desde 2004. O secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello, disse que "Portugal confia nos fuzileiros. Temos de estar empenhados em empregar os fuzileiros em novas missões".
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