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Correio da Manhã

Portugal
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Gelson Martins protegido por amigo da namorada durante ataque à Academia do Sporting

Atleta reconheceu um dos arguidos, que lhe garantiu que não lhe iam fazer mal.
Daniela Polónia 25 de Janeiro de 2020 às 01:34
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Gelson Martins protegido por amigo da namorada durante ataque à Academia do Sporting
"Quando estava ao lado do Acuña um rapaz à minha frente não fez nada. Disse-me para eu estar tranquilo que ninguém me ia tocar. Na altura não sabia quem era porque ele estava de cara tapada. Agora, pela lógica, já percebi que só pode ter sido o Domingos [um dos arguidos]. Acho que estava lá com o intuito de me proteger", disse esta sexta-feira Gelson Martins no julgamento do ataque à Academia de Alcochete, através de videoconferência.

Momentos antes, o ex-jogador do Sporting tinha sido questionado por uma advogada, no Tribunal de Monsanto, sobre se conhecia algum dos arguidos e negou. Mas quando Domingos Monteiro se aproximou do monitor, Gelson Martins reconheceu-o como sendo alguém que tinha estado na festa de aniversário da filha, a convite da namorada.

O jogador admitiu ainda que uma pessoa que ia a sair da academia viu o grupo a chegar e o alertou com uma mensagem. Mas só a leu depois do ataque. "Nos dias seguintes não andava sozinho na rua, tinha medo de ser confrontado por algum adepto. E tinha receio de que entrassem na minha casa", recordou Gelson.

Já Rúben Ribeiro garantiu que teve medo de morrer e que viveu momentos de terror. E também a família do agora jogador do Gil Vicente sofreu com o ataque. "Um dos meus filhos foi gozado e ameaçado na escola. Pedi a transferência e fomos viver para o Porto. No dia do ataque cheguei a casa e a minha mulher e o meu filho mais velho estavam a chorar", disse. Na quarta-feira são ouvidos Fábio Coentrão e Piccini e o enfermeiro Carlos Mota.

PORMENORES
Bruno
Inicialmente, Rúben Ribeiro contou que Jorge Jesus ou Rui Patrício terão dito à equipa para não falarem com Bruno de Carvalho a seguir ao ataque. Mais tarde, negou que o treinador tivesse dito algo.

Testemunhas
Miguel Fonseca, advogado do ex-presidente do Sporting, disse não ter dúvidas de que algumas testemunhas tinham sido preparadas. A declaração foi feita à saída do tribunal.

Alvos
Os dois jogadores ouvidos esta sexta-feira explicaram que viram Acuña a ser agredido. Gelson recordou ainda que os agressores entraram a gritar por Acuña, Bataglia, William e Rui Patrício.
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