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Correio da Manhã

Portugal
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Gémeas que viviam em garagem na Amadora seguras numa residência de acolhimento

Medida cautelar terá de ser reavaliada dentro de 90 dias.
Sérgio A. Vitorino 23 de Agosto de 2019 às 08:45
João e Mariana vivem numa garagem da Amadora sem condições
Baratas e lixo em garagem sem água quente para gémeas em bairro da Amadora
Baratas e lixo em garagem sem água quente para gémeas em bairro da Amadora
Baratas e lixo em garagem sem água quente para gémeas em bairro da Amadora
Baratas e lixo em garagem sem água quente para gémeas em bairro da Amadora
Baratas e lixo em garagem sem água quente para gémeas em bairro da Amadora
João e Mariana vivem numa garagem da Amadora sem condições
Baratas e lixo em garagem sem água quente para gémeas em bairro da Amadora
Baratas e lixo em garagem sem água quente para gémeas em bairro da Amadora
Baratas e lixo em garagem sem água quente para gémeas em bairro da Amadora
Baratas e lixo em garagem sem água quente para gémeas em bairro da Amadora
Baratas e lixo em garagem sem água quente para gémeas em bairro da Amadora
João e Mariana vivem numa garagem da Amadora sem condições
Baratas e lixo em garagem sem água quente para gémeas em bairro da Amadora
Baratas e lixo em garagem sem água quente para gémeas em bairro da Amadora
Baratas e lixo em garagem sem água quente para gémeas em bairro da Amadora
Baratas e lixo em garagem sem água quente para gémeas em bairro da Amadora
Baratas e lixo em garagem sem água quente para gémeas em bairro da Amadora
As duas gémeas que as autoridades retiraram a semana passada aos pais - e que desde 2013 foram sinalizadas várias vezes como vivendo num ambiente de violência doméstica numa garagem com lixo, pulgas e baratas, na Amadora - vão ficar pelo menos três meses em segurança numa residência de acolhimento para menores em risco. É esse o prazo que a lei dá para reavaliação da medida cautelar, que não pode ser superior a seis meses.

O Ministério Público e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) da Amadora anunciaram estar a "proceder ao completo diagnóstico da situação atual e do quadro familiar e social que à mesma conduziu".

A situação de risco em que viviam as meninas de 10 anos - que não têm documentos e nunca frequentaram a escola - era conhecida desde 2013, quando os pais (João Moura, de 51 anos, e Mariana Santos, de 34) se envolveram pela primeira vez numa situação de violência doméstica. Nessa altura, a CPCJ conseguiu que mãe e duas filhas fossem para uma casa-abrigo. Mas o casal fez as pazes porque a mulher acreditava estar grávida e voltaram a juntar-se.

A casa onde viviam, na estrada Militar da Damaia de Cima, foi demolida e nem o MP nem a CPCJ voltaram a conseguir encontrar a família, apesar de o pai se ter envolvido em vários processos-crime a que acorreu a PSP e comunicou ao MP: pelo menos mais duas situações de violência doméstica; duas de desacatos em cafés; e duas de problemas com clientes de João Moura.
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