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Correio da Manhã

Portugal
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GNR burlão e juíza sem dinheiro para caução

Casal de Fafe é arguido por burlas de 500 mil euros a idosos e emigrantes.
Liliana Rodrigues 1 de Agosto de 2020 às 09:41
Sérgio Ribeiro , militar da GNR de Fafe, foi libertado por excesso de prisão preventiva e quer voltar ao serviço
Soraia Ribeiro , mulher do guarda, também foi detida por esquema
Sérgio Ribeiro , militar da GNR de Fafe, foi libertado por excesso de prisão preventiva e quer voltar ao serviço
Soraia Ribeiro , mulher do guarda, também foi detida por esquema
Sérgio Ribeiro , militar da GNR de Fafe, foi libertado por excesso de prisão preventiva e quer voltar ao serviço
Soraia Ribeiro , mulher do guarda, também foi detida por esquema
Dois meses depois de ter sido libertado, por excesso de prisão preventiva, já que o Ministério Público de Guimarães não conseguiu deduzir a acusação no prazo de seis meses, Sérgio Ribeiro - militar da GNR de Fafe, indiciado por dezenas de burlas a idosos que ascendem a meio milhão de euros - ainda não pagou a caução de 20 mil euros que lhe foi fixada pelo juiz de instrução criminal de Guimarães. O guarda, que está ainda proibido de sair do concelho de Fafe, alega que não tem dinheiro para poder pagar o valor fixado e recorreu da medida de coação que o impede de voltar a assumir funções no posto da GNR.  

Também a mulher do militar, Soraia Ribeiro, candidata a juíza que foi suspensa do estágio na altura em que também foi detida com o marido e o sogro pela PJ de Braga, em novembro de 2019, já informou o tribunal que não tem dinheiro para pagar os dez mil euros da caução impostos pelo juiz e contesta o valor fixado, já que nunca esteve a cumprir prisão preventiva ou domiciliária. Mais, pretende terminar o estágio para poder aceder a um lugar como juíza. A decisão dos recursos deverá acabar nas mãos do Tribunal da Relação de Guimarães.

O casal vivia há vários anos uma vida de luxo paga por dinheiro angariado através de burlas a idosos, muitos deles acamados ou emigrantes, oriundos de Mondim de Basto e que eram contactados pelo pai do militar, também arguido.
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