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Correio da Manhã

Portugal
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Grupo julgado por disponibilizar TV Cabo ilegal em centenas de casas

15 homens e duas empresas acusados de burla informática.
Patrícia Lima Leitão 19 de Setembro de 2018 às 08:35
Grupo está a ser julgado por disponibilizar TV Cabo ilegal em centenas de casas
Tribunal São João Novo
Tribunal São João Novo, no Porto
Tribunal São João Novo, no Porto
Grupo está a ser julgado por disponibilizar TV Cabo ilegal em centenas de casas
Tribunal São João Novo
Tribunal São João Novo, no Porto
Tribunal São João Novo, no Porto
Grupo está a ser julgado por disponibilizar TV Cabo ilegal em centenas de casas
Tribunal São João Novo
Tribunal São João Novo, no Porto
Tribunal São João Novo, no Porto
Com mais de 500 clientes, um grupo de 15 homens e duas empresas de telecomunicações de Rio Tinto, Gondomar, forneceram, entre inícios de 2011 e outubro de 2013, TV cabo pirateada em vários pontos do País. O esquema baseava-se na aquisição de recetores importados da China, que eram adulterados para permitir o acesso a canais codificados.

Um dos métodos usados passava por vender o produto a diversas pessoas para que estas os revendessem. Outra das hipóteses era efetuar a alteração ilícita em recetores da propriedade dos clientes, cobrando um preço pelo serviço prestado.

A mensalidade exigida era de apenas 10 euros. Fizeram desta atividade a principal forma de obterem rendimento e conseguiram angariar mais de 100 mil euros. Os líderes do grupo compravam um pacote de uma operadora de telecomunicações e adaptavam as boxes. O fornecimento de TV cabo era feito a partir de um sistema de cardsharing, ou seja, partilha de cartões. Reprogramavam os cartões dos clientes e alteraram-nos através da eliminação dos codificadores dos canais. O sinal era transmitido a partir de Gondomar, Maia e Paços de Ferreira para todo o País.

Os contactos com futuros utilizadores da TV cabo pirateada eram estabelecidos através de uma linguagem por códigos e previamente acordada. Expressões como "dois azuis e um verde" e "violeta" queriam dizer ‘ligação por wireless’ ou ‘ligação por cabo’.

O grupo está acusado pelo Ministério Público de burla informática e nas comunicações e detenção e venda de dispositivos ilícitos. Nem todos estão a ser julgados no Tribunal São João Novo, no Porto, visto que alguns pediram a abertura da instrução do processo. Esta terça-feira, compareceram oito na sessão de julgamento.
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