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Correio da Manhã

Portugal
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Guarda prisional da cadeia de Paços de Ferreira morre sem ir a julgamento

Cid Grazina, 43 anos, era suspeito de tráfico de droga e corrupção. Foi encontrado morto junto a quinta abandonada.
Miguel Curado 30 de Agosto de 2020 às 01:30
Cid Grazina tinha 43 anos
Cinco guardas prisionais foram detidos pela PJ em novembro do ano passado
Cid Grazina tinha 43 anos
Cid Grazina tinha 43 anos
Cinco guardas prisionais foram detidos pela PJ em novembro do ano passado
Cid Grazina tinha 43 anos
Cid Grazina tinha 43 anos
Cinco guardas prisionais foram detidos pela PJ em novembro do ano passado
Cid Grazina tinha 43 anos
Cid Grazina - um dos cinco guardas da cadeia de Paços de Ferreira detidos, em novembro de 2019, pela PJ e constituído arguido por suspeitas de integrar uma rede que introduzia ilegalmente droga e telemóveis na prisão - morreu na quinta-feira. Aguardava uma eventual dedução de acusação, por crimes de tráfico de droga e corrupção.

Ao que o CM apurou, o guarda de 43 anos, de baixa desde 2017, morreu vítima de ataque súbito. O cadáver foi encontrado por populares num caminho, junto a uma quinta abandonada em Parada de Todeia, Paredes.

Os Bombeiros de Cete foram alertados e fizeram manobras de reanimação. No entanto, o óbito acabou por ser declarado por um médico do INEM. Tal como o CM noticiou em novembro de 2019, quando a PJ executou a operação Entre Grades, Cid Grazina tinha antecedentes por posse e tráfico de droga. Antes de ser detido no âmbito desta investigação, fora mesmo apanhado em flagrante a vender droga a um toxicodependente. Vai agora ser autopsiado, de forma a ser clarificada a causa da morte.



O guarda prisional, que saíra da cadeia há pouco tempo, estava sujeito a Termo de Identidade e Residência. Depois de a operação Entre Grades já ter dado origem à acusação de 21 arguidos - entre os quais o chefe da guarda José Coelho -, pelo Ministério Público de Penafiel, Cid Grazina esperava agora para saber se ele e outros três colegas da cadeia de Paços de Ferreira também iriam a julgamento por integrarem a mesma rede.
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