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Correio da Manhã

Portugal
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Guardas prisionais iniciam novo período de greve de 13 dias

Vai realizar-se uma vigília em frente à Presidência da República para exigir a revisão do estatuto profissional.
Lusa 6 de Dezembro de 2018 às 07:43
Guardas prisionais
Guardas prisionais em protesto
Guardas prisionais em protesto
Guardas prisionais em protesto
Guardas prisionais
Guardas prisionais em protesto
Guardas prisionais em protesto
Guardas prisionais em protesto
Guardas prisionais
Guardas prisionais em protesto
Guardas prisionais em protesto
Guardas prisionais em protesto
Os guardas prisionais iniciam esta quinta-feira uma nova greve nacional que se prolonga até 18 dezembro e realizam uma vigília em frente à Presidência da República para exigirem a revisão do estatuto profissional.

A greve de 13 dias e a vigília, que se realiza entre 18h00 desta quinta-feira e as 10h00 de sexta-feira, é convocada pelo Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP).

O presidente do sindicato, Jorge Alves, disse à Lusa que a vigília tem como objetivo pedir a intervenção do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na revisão do estatuto profissional.

Jorge Alves adiantou que os guardas prisionais exigem que sejam retomadas as negociações com o Ministério da Justiça que foram suspensas em agosto.

No âmbito da revisão do estatuto, os guardas prisionais reivindicam uma atualização da tabela remuneratória, criação de novas categorias e um novo subsídio de turno.

Alteração dos horários de trabalho, descongelamento das carreiras e novos admissões para o corpo dos guardas prisionais são outros motivos dos protestos.

Esta greve acontece depois de os guardas prisionais terem realizado uma paralisação de quatro dias, que terminou na terça-feira, e da realização de um plenário no Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL) que impediu a realização de visitas aos reclusos na quarta-feira.

Este cancelamento das visitas desencadeou, na noite de terça-feira, um motim no EPL com os reclusos a queimarem colchões e papéis e a partir algum material, obrigando os guardas prisionais a "usar a força".

Na quarta-feira, mais de metade dos reclusos da prisão de Custóias, no distrito do Porto, recusaram-se a almoçar, obrigando os guardas prisionais a disparar balas de borracha para o ar para repor a ordem e conseguir colocá-los nas celas.

Na quarta-feira, uma outra estrutura sindical, o Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional (SICGP) anunciou também que vai realizar uma greve entre 15 de dezembro e 06 de janeiro.

A ministra da Justiça considerou, também na quarta-feira, que "do ponto de vista humano" esta altura não é a ideal para os guardas prisionais cumprirem períodos de greve, dizendo que os mais prejudicados são os reclusos.
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