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Correio da Manhã

Portugal

Condenado a 5 anos e meio de prisão por esmurrar mulher e maltratar pais em Coimbra

Arguido, técnico funerário, esteve casado 45 anos e, "pelo menos uma vez por semana", dava bofetadas e murros à mulher, apertava-lhe a cara ou empurrava-a contra portas ou paredes.
Lusa 3 de Julho de 2020 às 07:45
Tribunal de Coimbra
Tribunal de Coimbra FOTO: Ricardo Almeida
O Tribunal de Coimbra condenou esta sexta-feira um homem de 67 anos, residente em Coimbra, a 5 anos e meio de prisão pelos crimes de violência doméstica contra a sua mulher e de maus tratos contra os seus pais

O Tribunal de Coimbra deu como provados a maioria dos factos presentes na acusação, que referia que o arguido, que esteve casado 45 anos com a vítima, agredia de forma regular a sua mulher, com bofetadas, murros ou cabeçadas.

O coletivo de juízes também deu como provados os maus tratos contra os seus pais, ambos com mais de 90 anos, e com diversos problemas de saúde - a mãe era hipertensa, tinha uma doença crónica renal e estava acamada, e o pai era cego, diabético e movimentava-se com uma cadeira de rodas. 

O arguido, técnico funerário, esteve casado 45 anos e, "pelo menos uma vez por semana", desferia bofetadas e murros à mulher, apertava-lhe a cara ou empurrava-a contra portas ou paredes, refere o Ministério Público na acusação a que a agência Lusa teve acesso.

Segundo o Ministério Público (MP), em várias ocasiões, a mulher na altura dos factos sugeriu que se separassem, "possibilidade que o arguido sempre recusou", respondendo com raiva e referindo que, caso a companheira fugisse, encontrava-a e matava-a.

No fim de maio de 2019, a vítima abandonou a residência e procurou ajuda junto da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), acabando por ser acolhida numa casa abrigo, relata a acusação.

A partir desse momento, os pais do arguido ficaram à responsabilidade do homem, quando antes era a mulher que assumia a função de cuidadora dos sogros, prestando apoio em tarefas de higiene pessoal, alimentação e medicação, deslocando-se à casa destes todos os dias.

De acordo com o MP, o arguido, por diversas vezes, ameaçou os seus pais (a mãe era hipertensa e estava acamada e o pai cego, diabético e movimentava-se com cadeira de rodas), tendo numa dessas situações gritado: "Se tivesses a minha idade, levavas uma coça".

A 11 de junho de 2019, o arguido terá ordenado ao seu pai, com 91 anos, que assinasse uma procuração para aceder e movimentar as contas bancárias dos seus progenitores, sendo que, depois de a vítima ter negado esse pedido, o arguido "sacudiu o pai com movimentos violentos" e empurrou-o e pressionou-o contra a cabeceira da cama.

Noutra situação, terá ameaçado que deixaria de visitar os pais.

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