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Correio da Manhã

Portugal
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Homem de 70 anos em prisão preventiva por violência agravada e ameaças à mulher

O arguido está ainda indiciado por ter exigido "manter relações de natureza sexual com a vítima contra a sua vontade".
Lusa 18 de Janeiro de 2019 às 18:20
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Um homem de 70 anos foi detido em Óbidos e vai aguardar julgamento em prisão preventiva pelo crime de violência doméstica agravado contra a mulher, que alegadamente agrediu e ameaçou com uma pistola.

O detido, residente no concelho de Óbidos (distrito de Leiria), está indiciado pela "prática, em autoria material, de um crime de violência doméstica agravado", divulgou esta sexta-feira o Ministério Público (MP) na sua página na internet.

De acordo com o MP, o homem, "motivado por sentimentos de ciúme, manteve discussões acesas com a vítima, sua esposa, e por diversas vezes proferiu ameaças e desferiu bofetadas, murros e empurrões no corpo daquela", a quem também "apertou o pescoço".

Também por diversas vezes "o arguido exigiu manter relações de natureza sexual com a vítima contra a sua vontade", o que a terá levado a abandonar a residência do casal, em outubro de 2018.

A partir dessa data o agressor estabeleceu por várias vezes contacto telefónico com a mulher, "questionando-a sobre a sua rotina diária" e fazendo "ameaças de morte", divulgou o MP, sublinhando que "aguardou a vítima no seu local de trabalho e junto à sua nova residência, sob o pretexto de ver a filha de ambos, e nessas ocasiões proferiu novas ameaças e injúrias".

A situação agravou-se na passada segunda-feira, data em que, segundo o MP, no interior da residência do arguido, em Óbidos, o homem ameaçou de morte a mulher, que tinha a filha de ambos ao colo, e lhe apontou uma arma.

Em simultâneo, acrescenta o MP, "referiu que a iria matar e suicidar-se", após o que "pegou num pau e com o mesmo desferiu uma pancada no corpo da vítima".

As agressões "apenas cessaram com a intervenção de vizinhos e de elementos da GNR", que deteve o agressor, ouvido em primeiro interrogatório judicial na quinta-feira.

Considerando haver perigo de continuação de atividade criminosa, foi determinado que o arguido aguardasse os trâmites do processo sujeito, cumulativamente, às obrigações decorrentes do termo de identidade e residência (TIR) e à medida de prisão preventiva.

A investigação prossegue sob direção do Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal de Caldas da Rainha, com a coadjuvação do NIAVE - Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas da GNR de Óbidos.
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