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Correio da Manhã

Portugal

Homem morto por ex-militar da GNR

“Quando cheguei junto do meu filho já não o pude salvar. Ainda vi o homicida a esfaqueá-lo até à morte e consegui tirar-lhe a faca”, lembrou ao CM o pai de Paulo Filipe, o homem de 30 anos que na noite de sábado foi assassinado numa rua de Salvada, Beja, por um homem – funcionário da autarquia e ex-militar da GNR – ali residente.
23 de Agosto de 2005 às 00:00
O crime ocorreu pelas 22h00 após uma discussão entre a vítima – trabalhador da construção civil, casado e pai de duas menores – e o alegado homicida, de 46 anos.
“O meu filho estava com a família nas festas e intrometeu-se na discussão do outro homem com o dono de uma roulotte. O homicida, que já estava embriagado, cuspiu-lhe para a cara, começaram a empurrar-se e depois sacou a navalha”, disse António Jerónimo, pai do falecido.
Um militar da GNR que se encontrava no local à civil conseguiu tirar a navalha ao agressor, mas este foi a casa buscar uma outra faca, usada para a matança de porcos.
Apesar da resistência da mulher, que telefonou para a GNR, o homem regressou à festa e apanhou a vítima.
“Esfaqueou-o em várias partes do corpo, mas também ficou ferido numa perna. Depois, apareceu a GNR e prendeu-o”, referiu António Jerónimo.
O alegado homicida, que acusou uma taxa de álcool de 2,02 gr/l, foi na tarde de ontem presente ao juiz do Tribunal de Beja.
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