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Identificada alegada autora de falso alarme sobre bebé atirado ao mar em Portimão

Autoridades conseguiram identificar uma mulher, residente em Portimão, como sendo a presumível autora de um email com o aviso.
Lusa 12 de Julho de 2020 às 18:33
Denúncia anónima leva autoridades a procurar bebé de três meses na praia da Rocha em Portimão
Denúncia anónima leva autoridades a procurar bebé de três meses na praia da Rocha em Portimão FOTO: Direitos Reservados
As autoridades marítimas identificaram a alegada autora de uma denuncia anónima que referia que uma criança tinha sido atirada ao mar em Portimão, tendo o processo sido remetido para o Ministério Público, disse este domingo fonte da Marinha.

Em declarações à agência Lusa, o comandante do Porto de Portimão, Rodrigo Gonzalez dos Paços, especificou que as autoridades marítimas conseguiram identificar uma mulher, residente em Portimão (distrito de Faro), como sendo a presumível autora de "um documento eletrónico enviado na passada quinta-feira e que reportava que uma criança de três meses tinha sido atirada ao mar na Praia da Rocha".

"O correio eletrónico tinha como conteúdo 'criança de três meses jogada ao mar na Praia da Rocha, por favor procurem a criança'", explicou o responsável.

Segundo Rodrigo Gonzalez dos Paços, logo após ter sido recebida a comunicação, "foram desencadeados os procedimentos de busca no mar e em terra, verificando-se ao fim de várias horas que se tratava de um falso alarme".

As operações, que decorreram durante a tarde de quinta-feira, envolveram vários efetivos e meios da Polícia Marítima, da Estação Salva-Vidas de Ferragudo, da Proteção Civil, da Guarda Nacional Republicana e dos bombeiros voluntários de Portimão.

Rodrigo Gonzalez dos Paços indicou que as diligências efetuadas pela Polícia Marítima permitiram "chegar à alegada autora do 'mail', uma mulher que, ao que foi apurado, tem já um histórico de processos semelhantes".

"Quando confrontada, a senhora chegou a reportar três sítios diferentes de onde a criança teria sido atirada - primeiro na Praia da Rocha, depois perto do farol da mesma praia e, por fim, teria sido de um 16.º andar de um prédio em Portimão", referiu.

O comandante do Porto de Portimão acrescentou que o processo foi remetido para o Ministério Público e para a Polícia Judiciária "para que a alegada autora do 'mail' seja processada criminalmente por falso alarme".

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