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Correio da Manhã

Portugal
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Família de GNR morto a tiro na Quinta do Conde continua à espera de promessas feitas

Com o passar do tempo, a memória do GNR morto em serviço foi ficando para trás.
11 de Abril de 2019 às 21:22
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Com o passar do tempo, a memória do GNR morto em servico foi ficando para trás.

A família de Nuno Anes, o militar da GNR que foi assassinado a tiro na Quinta do Conde, em Sesimbra, em 2015, continua à espera de promessas feitas. Com o passar do tempo, a memória do GNR morto em serviço foi ficando para trás. E as promessas, na grande maioria ficaram por cumprir. 

A começar pela Câmara Municipal de Sesimbra. A família queria que Nuno Anes fosse um nome de uma rua em honra do militar que perdeu a vida. A ideia seria que fosse na Quinta do Conde, onde tudo aconteceu. No entanto, isso nunca aconteceu. A família foi informada de que não existia nenhuma zona em que se pudesse colocar o nome do GNR. Em três anos e meio nunca houve uma rua nova. Diz também a câmara que não é viável alterar.

Em declarações ao CM, a família revelou ainda que que a Câmara Municipal do Seixal tinha a intenção de dar o nome de Nuno Anes a uma rua. Mas isso também não aconteceu. 

Os familiares de Nuno Anes ainda esperam pela homenagem da própria GNR. A força prometeu uma medalha em memória do militar. Mas passado todo este tempo os familiares não receberam nada. A única homenagem depois da morte foi a promoção por distinção a cabo, a título póstomo.

O funeral de Nuno Anes teve honras militares. Pedro Passos Coelho entregou à família a bandeira nacional. Um gesto com grande significado para a família não fosse, três semanas depois, a guarda republicana ter pedido a bandeira de volta para nunca mais a devolver.

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