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Correio da Manhã

Portugal
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Investigada segurança do rali

Vítimas do acidente no Rali Sprint de Guimarães circulavam na berma, onde era perigoso.
9 de Setembro de 2014 às 14:30
Mortes de Adriano e da mãe, Maria Cândida, chocaram a população de Cedões, na Trofa. Bruno Filipe Lopes, de 13 anos, também perdeu a vida no acidente
Mortes de Adriano e da mãe, Maria Cândida, chocaram a população de Cedões, na Trofa. Bruno Filipe Lopes, de 13 anos, também perdeu a vida no acidente

O inquérito à tragédia no Rali Sprint de Guimarães, na tarde de anteontem, deverá explicar concretamente onde estavam as vítimas na altura do acidente. O carro conduzido por Hélder Macedo despistou-se e matou Bruno, de 13 anos, Adriano, de 8, e a mãe deste, Maria Cândida Fernandes, de 48. O violento acidente fez ainda cinco feridos, dois deles graves. Ao que tudo indica, o grupo estaria a andar na berma da estrada, local extremamente perigoso e sem qualquer tipo de proteção.

O Ministério Público (MP) de Guimarães quer agora saber se o local onde as vítimas seguiam estava ou não proibido à circulação do público. O testemunho dos sobreviventes e dos próprios pilotos será fundamental para a investigação – que deverá ainda esclarecer se o grupo circulava na berma, como referiu o diretor da prova, Eduardo Crespo, ou, por outro lado, se estavam no talude e "em local de segurança", como disse Joaquim Oliveira, 2º comandante dos Bombeiros de Guimarães.

Um dos mecânicos que dá assistência ao carro da equipa Macedo/Mota disse ontem ao CM que o motivo do acidente terá sido o excesso de velocidade. "Ele já ia em despiste quando cortou a meta e assustou-se ao ver a lomba e o público", referiu o homem. Hélder Macedo, de 32 anos, e Marco Mota, de 25, estão incontactáveis. A dupla, que ficou em choque após o trágico acidente, foi afastada pelo patrocinador para poder "descansar". Ao que o Correio da Manhã apurou, os participantes do rali fizeram mesmo um "pacto de silêncio": querem proteger o amigo envolvido no acidente e o também piloto Joaquim Maia, marido de Maria Cândida e pai do pequeno Adriano. Em Cedões, de onde a família era natural, a população está em choque.

Peritagem ao carro esta semana

Ainda esta semana será feita a peritagem ao Renault Clio 4 conduzido por Hélder Macedo, para avaliar se terá sido algum problema mecânico a causar o despiste que levou à morte das três pessoas, domingo, durante o Rali Sprint de Guimarães. O carro foi rebocado até à oficina do patrocinador, em Fermentões, mas está desde ontem à guarda da GNR.

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